Quem tem sabe e agora a ciência comprovou. Um estudo científico revelou que conviver com animais faz tão bem para a saúde emocional quanto ter amigos próximos e familiares por perto.
A pesquisa, feita no Reino Unido com milhares de famílias, mostrou que cães, gatos e outros animais de estimação podem aumentar significativamente a sensação de felicidade, reduzir a solidão e melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Segundo os pesquisadores, o impacto emocional positivo de ter um pet foi comparável ao benefício gerado por encontros frequentes com amigos e parentes. Em alguns casos, os tutores apresentaram níveis muito maiores de satisfação com a vida.
O estudo analisou dados de mais de 2,6 mil famílias participantes de um grande levantamento social realizado no Reino Unido desde 2009. Os voluntários responderam perguntas sobre bem-estar, personalidade, convivência familiar e presença de animais em casa.
Os resultados impressionaram os cientistas: pessoas que convivem com pets relataram menos estresse, menos ansiedade e maior sensação de apoio emocional.
Além disso, especialistas afirmam que brincar, acariciar ou simplesmente conviver com cães e gatos estimula a produção de serotonina e dopamina, substâncias ligadas ao prazer e ao relaxamento.
Benefícios para todas as idades
E os efeitos positivos aparecem em diferentes fases da vida.
Crianças podem desenvolver mais empatia, responsabilidade e habilidades sociais ao crescer com animais. Já idosos costumam sentir menos solidão e maior estímulo emocional na convivência com pets.
Pessoas com ansiedade, depressão e até transtorno do espectro autista também demonstraram melhora emocional em terapias com animais, especialmente cães. No caso dos cães, os benefícios incluem ainda incentivo à atividade física e mais interação social durante os passeios.
Amor verdadeiro
Os pesquisadores reforçam que pets não substituem tratamentos médicos ou psicológicos, mas funcionam como importantes aliados para o bem-estar e a saúde mental.
E quem tem um animal em casa provavelmente já sabia disso há muito tempo.
Porque, no fim das contas, aquele rabinho abanando na porta ou o ronronar no colo podem mesmo ser uma das formas mais sinceras de amor.





