Alunos vivenciam a realidade de pessoas com deficiência visual em Orleans

Atividade da disciplina Projeto de Vida visou promover a empatia e a autoconfiança entre os alunos do 2º ano do Ensino Médio da E.E.B. Toneza Cascaes

Uma iniciativa inovadora e sensível chamou a atenção para a questão da acessibilidade urbana para as pessoas com deficiência visual, em Orleans. Por meio dela, a professora Luciana Leandro Mazucco foi além da educação tradicional ao ensinar uma verdadeira lição de vida, promovendo valores e habilidades essenciais para a formação integral dos alunos do 2º ano do Ensino Médio da Escola de Educação Básica Toneza Cascaes.

A dinâmica prática faz parte da disciplina Projeto de Vida e foi realizada nas ruas da cidade, ressaltando a importância das melhorias na infraestrutura urbana. Com idades entre 16 e 17 anos, os estudantes foram levados a vivenciar o que sentem e o que enfrentam as pessoas com deficiência visual. Luciana explica que a disciplina trabalha o autoconhecimento e os relacionamentos, tanto familiares quanto sociais.

Durante as rodas de conversas, que fazem parte da metodologia, ela percebeu a necessidade de trabalhar a empatia e a autoconfiança. “Separei a turma em duplas e, em uma parte do trajeto, um era conduzido enquanto estava vendado. No término do trajeto, invertiam os papeis. No decorrer da atividade, percebemos os verdadeiros obstáculos, já que boa parte do trajeto não apresentava boas condições para uma pessoa que apresenta deficiência visual. Há muitas calçadas inacabadas, placas no meio do caminho e degraus”, relata a professora.

Além de engajá-los mais e tornar o processo de ensino mais dinâmico e interessante, a prática ofereceu um aprendizado significativo que ficará marcado na memória dos alunos, sendo mais eficaz do que se limitar à teoria. “Não basta falar para se colocar no lugar do outro, é necessário estar no lugar do outro por um momento para realmente conhecer e entender os desafios do dia a dia”, defende Luciana.

Ao retornar para a sala de aula, uma roda de conversa foi realizada para que os alunos compartilhassem suas experiências, sentimentos e dificuldades. O resultado foi mais exitoso do que a educadora imaginava. “Me surpreendeu muito, pois cada aluno percebeu que existem problemas bem maiores que os seus próprios e que é preciso sempre estar preparados para os obstáculos da vida”, reflete.

 

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