Adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em Santa Catarina participaram da 5ª edição do projeto “Caminhos Literários no Socioeducativo: pelo direito à cultura”, iniciativa promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com o apoio do Tribunalde Justiça de Santa Catarina (TJSC), as atividades ocorreram nas unidades de Lages e Criciúma e utilizaram a cultura e o movimento hip-hop como ferramentas de expressão, inclusão e transformação social. A Casa de Semiliberdade e o Centro de Atendimento Socioeducativo(CASE) de Criciúma estiveram entre as quatro unidades socioeducativas do Estado catarinense participantes do evento. Em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), foram realizadas, na última semana, atividades culturais com osadolescentes atendidos pelas duas unidades, tendo como tema central o hip-hop, destaque da programação deste ano.
Participando pelo primeiro ano dos Caminhos Literários, quatro adolescentes da Casa de Semiliberdade visitaram a Casa do Hip Hop Flor e Ser, em Criciúma, na última sexta-feira, 3 de julho, e puderam conhecer mais sobre o movimento cultural e artístico que unemúsica, dança e arte como formas de expressão. O grupo foi recebido pelos educadores da instituição e, além de conhecer mais sobre a história e o trabalho desenvolvido, assistiram apresentações musicais e de dança. O encontro foi conduzido pelo produtor culturalMaxwell Sandeer Flor, com participação dos artistas e educadores André Tavares, Gabriela Vieira, Richard Assis Flor e do rapper e produtor musical Vnegão.
A assistente social Priscila Moreira Fabre, integrante da Equipe Multidisciplinar do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Prisional e Socioeducativo (GMF) do TJSC, presente na visita, destacou que “o evento vai muito além de proporcionar momentosde acesso à cultura aos adolescentes. Amplia os horizontes, entrelaça histórias e apresenta novas perspectivas”.
Também acompanhando a programação, a assistente técnica estadual do Programa Fazendo Justiça do Conselho Nacional de Justiça (PNUD/CNJ), Marcela Guedes Carsten da Silva, afirmou que acredita que o evento esteja cumprindo seu papel ao promover a reflexão sobreo acesso à cultura e a articulação entre os atores responsáveis por garanti-la, especialmente em torno de um tema tão presente no imaginário da juventude como é o hip-hop. “Como foi possível observar, com o apoio dos voluntários da Casa do Hip Hop, tivemosum exemplo de como esse movimento é diverso e constituído por múltiplas linguagens, como a dança, o rap e o grafite”, explicou.
Segundo o pedagogo da Casa de Semiliberdade de Criciúma, Guilherme Medeiros Honorato, o tema promovido para 2026 dialoga diretamente com a realidade e os contextos sociais que os adolescentes vivenciam. “Em parceria com a Fundação Cultural, tivemos o privilégiode conhecer a Casa do Hip Hop de Criciúma, que é um ponto de cultura da nossa cidade. Nesse evento, os adolescentes não só conheceram os elementos da cultura hip-hop, como puderam ouvir histórias de superação e, principalmente, de como a arte pode ser umaimportante ferramenta de superação e transformação social”. A visita foi acompanhada pela também pedagoga da Casa de Semiliberdade, Rozane Rodrigues.
Participando novamente do projeto neste ano, o CASE de Criciúma recebeu uma oficina de ritmo, poesia e produção audiovisual com o artista e produtor Vnegão em que seis adolescentes produziram músicas e clipes de suas composições. Também será promovida, no dia8 de julho, uma oficina de grafite e arte urbana com o artista Ricardo Herok. Os trabalhos são acompanhados pelas pedagogas Renata Carlos e Ana Carolina Angeloni.





