TUBARÃO | Exposição multisensorial chega à cidade

Mostra fotográfica Mulheres do Além-Mar, das fotógrafas Sandra Puente e Nilva Damian, será no Museu Ferroviário

A exposição Multissensorial Mulheres do Além-Mar II, das fotógrafas Sandra Puente e Nilva Damian, estará no Museu Ferroviário de Tubarão a partir deste sábado. Através de 16 imagens, elas retrataram as rendeiras, pescadoras, benzedeiras, maricultoras, oleiras, fuxiqueiras e curandeiras, que marcam a história e a identidade cultural do litoral catarinense.

“Para o Museu Ferroviário de Tubarão, receber uma exposição que trata do protagonismo feminino, sobretudo de mulheres que representam uma cultura muitas vezes invisibilizada, é oportunizar ao público conhecimento, democratização e valorização de uma identidade cultural fundamental para a compreensão de nossa história”, afirma a museóloga Silvana Silva de Souza.

A abertura da exposição ocorre às 19h30, com uma roda de conversas com as fotógrafas. “Levar Mulheres do Além-Mar II ao Museu Ferroviário de Tubarão é uma oportunidade de unir arte, memória e identidade. Este espaço histórico valoriza ainda mais o legado das mulheres açorianas que retratamos. Também reforçamos nosso compromisso com a acessibilidade, tornando a cultura inclusiva e pertencente a todos”, diz Sandra Puente.

Através do projeto Mulheres do Além-Mar, as fotógrafas buscaram construir uma ponte entre passado, presente e futuro, destacando a força e a resistência das personagens retratadas. “Expor em Tubarão, especialmente no Museu Ferroviário, fortalece nossa missão de destacar o papel das mulheres açorianas na formação cultural catarinense. É um encontro entre história, arte e inclusão, já que a mostra foi pensada para ser acessível a todos os públicos”, relata Nilva Damian.

Acessibilidade   

A acessibilidade é um dos diferenciais da exposição Mulheres do Além- Mar II. As 16 fotografias serão acompanhadas de imagens em alto-relevo (lithophane), permitindo que pessoas com deficiência visual percebam as obras por meio do tato. Além disso, cada trabalho traz placas em Braile e QR Codes com audiodescrição detalhada.

Todo o trabalho para tornar a exposição acessível foi realizado com a curadoria da coordenadora pedagógica da Acic (Associação Catarinense para Integração do Cego), Marcilene Ghisi.

Ainda compõem a exposição objetos táteis relacionados às tradições açorianas, como almofadas de rendas de bilros, redes de pesca, tarrafas, tecidos de tear e lanternas de ostras, proporcionando uma verdadeira experiência multissensorial.

Diário do Sul

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