Pessoas trans precisam se preocupar com câncer de mama?

O câncer de mama afeta aproximadamente 73.610 pessoas por ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA)

Embora a maioria dos casos ocorra em mulheres cisgênero, a população transgênero também precisa ficar atenta aos riscos, realizar exames periódicos e adotar medidas preventivas.

Estudos da Universidade de Amsterdã indicam que mulheres trans apresentam um risco 46 vezes maior para câncer de mama em comparação aos homens cis. Isso se deve, principalmente, ao uso de estrogênio e medicamentos antiandrogênicos durante a transição de gênero, conforme explica o ginecologista Sérgio Okano. Mesmo assim, o risco em mulheres trans equivale a 0,5% do observado em mulheres cis.

Homens trans que não passaram pela cirurgia de remoção das mamas também estão em risco e devem fazer o rastreamento, enquanto aqueles que realizaram a mamoplastia masculinizadora podem ter uma redução significativa no risco. Já para as mulheres trans, exames de rastreamento devem seguir as mesmas orientações das mulheres cisgênero.

O acesso ao diagnóstico precoce ainda é uma barreira significativa para a população trans, muitas vezes em função de preconceito e discriminação, dificultando tratamentos menos invasivos e com maior chance de cura. Além disso, fatores de risco, como tabagismo, obesidade e consumo de álcool, também aumentam a probabilidade de desenvolver a doença.

Por: Isabelle Stringari Ribeiro
Jornalista de entretenimento e cotidiano, formada pela Universidade Regional de Blumenau (FURB).

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