O médico especialista Alexandre Faraco, ressaltou que a campanha tem a missão de mudar o atual panorama, que coloca a doença como segunda maior causa de mortes para homens e mulheres, atrás apenas do câncer de próstata (homens) e de mama (mulheres), e a necessidade das realização de exames rotineiros devido a algumas particularidades do câncer de intestino. “Quando o diagnóstico é feito com a doença avançada, a cura se torna difícil. Mas quando o diagnóstico é feito de forma precoce, geralmente não há sintomas”, explicou.
Na sequência, os médicos especialistas Cesar Lazzarotto, Alexandre Faraco, Eduardo Palma, Lucas Silveira e Roland Magnoni responderam aos questionamentos do público em relação à doença, tais como incidência, público-alvo da campanha, cuidados com a alimentação, relação com outros tipo de câncer e a necessidade da realização dos exames preventivos, como a colonoscopia e o exame de sangue oculto nas fezes.
O Março Azul prossegue até o final do mês, com ações de conscientização em clínicas de exames e hospitais, além da iluminação cênica de alguns locais para lembrar da campanha, promovida em conjunto pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).
De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), espera-se que entre 2023 e 2025 ocorram 45.630 novos casos de câncer colorretal no Brasil, potencialmente afetando mais de 136 mil brasileiros. O Inca aponta um risco estimado de 21,10 casos por 100 mil habitantes, divididos entre 21.970 homens e 23.660 mulheres.
Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Datasus, referentes a 2020, indicam que 20.245 pessoas faleceram devido ao câncer de cólon, reto e ânus, ressaltando a urgência de ações preventivas e de conscientização.