O México vive um momento histórico no setor do turismo. Entre janeiro e maio deste ano, mais de 20 milhões de turistas internacionais visitaram o país, estabelecendo um novo recorde e reforçando a importância da atividade para a economia nacional. No entanto, por trás dos números positivos, cresce uma realidade preocupante: o aumento do tráfico de pessoas e da exploração sexual, especialmente de mulheres e meninas.
Segundo especialistas, o turismo intenso em algumas regiões tem sido acompanhado pela expansão de organizações criminosas que exploram pessoas em situação de vulnerabilidade. O tráfico humano tornou-se uma das atividades ilícitas mais lucrativas do país, envolvendo grupos do crime organizado que atuam em diferentes estados mexicanos.
A história de Mixi Cruz evidencia essa realidade. Ela tinha apenas 13 anos quando perdeu a mãe. Após viver nas ruas, buscou abrigo na casa da meia-irmã mais velha, mas acabou sendo obrigada a realizar serviços domésticos e foi vítima de exploração sexual, tornando-se mais um caso entre milhares de pessoas submetidas à violência e ao tráfico humano.
Relatórios internacionais apontam que o crescimento do turismo, sem políticas públicas eficazes de proteção às populações vulneráveis, pode facilitar a ação de redes criminosas que se aproveitam da pobreza, da desigualdade social e da ausência de oportunidades para recrutar vítimas. Mulheres, adolescentes e crianças figuram entre os grupos mais afetados.
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