FLORIANÓPOLIS | Documentário gratuito feito por mulheres, mães e artistas reflete sobre maternidade, artivismo e cuidado

Com direção e roteiro coletivo, “Mães em Rebeldya” reúne circo, ancestralidade e histórias de territórios em luta para falar sobre mulheres que maternam, criam e resistem

A maternidade, muitas vezes tratada como uma responsabilidade exclusiva das mulheres, é o ponto de partida do documentário “Mães em Rebeldya”, produção feita por mulheres, mães e artistas reunidas pela palhaçaria, pelo circo social e pelo desejo de pensar outras formas de cuidado. A obra propõe uma reflexão sobre maternidade, lutas sociais, arte e vida em comunidade. A primeira exibição gratuita será no dia 4 de junho, às 15h, na Ocupação Anita Garibaldi, localizada na Rua Prefeito Dib Cherem, 2998, no bairro Capoeiras, em Florianópolis.

Com direção e roteiro coletivo de Carla Nakazima, Débora de Matos, Elenice do Nascimento, Eliara Antunes, Gabriela Leite, Greice Miotello, Suelen Avelleda e Paula Bittencourt, o filme nasce do encontro entre circo social, ancestralidade, palhaçaria e ativismo. A obra acompanha a passagem de uma coletiva artivista por diferentes territórios, reunindo mulheres que, além de maternar, atuam em movimentos sociais, culturais e comunitários.

O artivismo, união entre arte e ativismo, aparece no documentário como uma forma de ocupar espaços, provocar reflexões e criar diálogo por meio da expressão artística. Nesse percurso, a palhaçaria conduz os encontros: é pelo riso, pelo corpo e pela presença das palhaças que a narrativa aproxima histórias de afeto, escuta e resistência.

Entre as vozes presentes no filme estão mães que atuam como palhaças artivistas e mães indígenas ativistas guarani, como Eliara e Kerexu, que apresentam o nhandereko, modo de ser e viver guarani, como uma forma de ampliar a compreensão sobre comunidade, natureza e Bem Viver.

Para Suellen Avelleda, uma das responsáveis pelo documentário, a proposta é abrir uma conversa sobre maternidade a partir da escuta, da arte e da coletividade. “A gente quis construir um filme que falasse das mães para além da culpa e da sobrecarga. São mulheres que cuidam, criam, lutam e também sonham com outros mundos possíveis. A palhaçaria é o mote principal desse encontro porque traz o riso como força de presença, respiro e transformação. Depois desta primeira exibição, também teremos outras sessões em escolas da Grande Florianópolis, justamente para que essa conversa chegue a mais pessoas, especialmente às crianças, aos jovens e às comunidades”, destaca.

Com uma narrativa atravessada pelo circo, pela palhaçaria e pelo riso como estratégia de criação, “Mães em Rebeldya” aborda os desafios de ser mãe e artivista em uma sociedade que ainda espera que as mulheres deem conta de tudo sozinhas. Ao aproximar maternidades, povos originários, arte e territórios em luta, o filme propõe uma reflexão sobre outras formas de viver, cuidar e se relacionar com o outro e com a terra. A partir das vozes de palhaças, lideranças indígenas, mulheres, homens e comunidades, a obra amplia o debate sobre o cuidado como uma construção coletiva.

Serviço

-O quê: Exibição gratuita do documentário “Mães em Rebeldya”
-Quando: 4 de junho, quinta-feira
-Horário: 15h
-Onde: Ocupação Anita Garibaldi
-Endereço: Rua Prefeito Dib Cherem, 2998, Capoeiras, Florianópolis
-Entrada: gratuita
-Classificação: livre

Fonte | Alessandra Lima/[email protected]

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