Arqueólogos de Tubarão escavam sítio arqueológico de 8 mil anos no litoral de SC

As escavações são conduzidas peça Espaço Arqueologia, empresa de Tubarão. A pesquisa está sendo endossada pelo Museu Etno-Arqueológico de Itajaí, liderado pelo pesquisador Darlan Pereira Cordeiro.

Um sítio arqueológico localizado durante o licenciamento de um empreendimento em Bombinhas, no Litoral de Santa Catarina, revelou sepultamentos com estimativa de mais de 8 mil anos. Trata-se do Sítio Rua dos Papagaios, conhecido por arqueólogos há mais de 60 anos.

O sítio já havia passado por um processo de salvamento nos anos 2000, quando mais de 100 sepultamentos foram escavados durante a construção de outro empreendimento imobiliário. No entanto, uma parte remanescente do terreno permaneceu intocada até algumas semanas atrás, quando novas escavações foram iniciadas.

As escavações são conduzidas pela Espaço Arqueologia, empresa de Tubarão. A pesquisa está sendo endossada pelo Museu Etno-Arqueológico de Itajaí, liderado pelo pesquisador Darlan Pereira Cordeiro.

“Vale considerar que se trata de um sítio arqueológico de grande relevância para compreender a ocupação da faixa litorânea catarinense. Em outra etapa do salvamento, foi possível descobrir que a área tem a sua ocupação datada em mais de 8 mil anos. Esse sítio não se enquadra na tipologia clássica associada aos sambaquis, podendo mesmo ser anterior a eles, o que destaca a sua relevância para o desenvolvimento das pesquisas arqueológicas no Brasil”, explica a nota da Espaço Arqueologia.

O estudo segue as diretrizes do Iphan, passando por etapas rigorosas, incluindo limpeza do terreno e retirada gradual de camadas de 10 centímetros.

Durante o processo, os especialistas identificam sepultamentos, embora alguns não estejam inteiros devido aos impactos sofridos ao longo das décadas. Após o trabalho de campo, as amostras serão enviadas para análise no laboratório da Espaço Arqueologia.

“Todo o material seguirá para o laboratório, onde se confirmarão uma série de hipóteses de pesquisas sobre essa ocupação, bem como revelar outros aspectos surpreendentes e ainda não conhecidos”, afirma o arqueólogo Dr. Valdir Luiz Schwengber, coordenador geral da pesquisa.

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