Quatro anos após a enchente que atingiu Tubarão, famílias do KM 60 que perderam suas casas seguem aguardando uma solução definitiva para moradia. O assunto voltou a ser debatido nesta segunda-feira, durante sessão na Câmara de Vereadores, quando moradores cobraram providências do poder público.
Participaram da tribuna a coordenadora da Comissão das Famílias do KM 60, Luciana Demétrio da Silva Maurício, e o integrante da Comissão Enchente 2022 – KM 60, Antônio Carlos da Silva Gonçalves.
Durante a manifestação, foram relatadas as dificuldades enfrentadas pelas famílias desde a tragédia, principalmente a demora por uma solução definitiva de moradia, além de problemas relacionados à infraestrutura e segurança das áreas afetadas.
A prefeitura de Tubarão afirma que pretende abrir, nos próximos meses, o processo de credenciamento das famílias que poderão ser contempladas pelas novas moradias do programa Casa Catarina, do governo do estado. Entre elas, estão os moradores do KM 60.
Segundo o município, há alguns dias foi lançado o edital para a construção de 43 casas através do programa estadual. A próxima etapa será a definição da empresa vencedora da licitação e o início das obras. Depois disso, será aberto o cadastro das famílias interessadas.
“A prefeitura vai lançar um credenciamento para famílias participarem e as famílias do KM 60 poderão fazer o cadastro”, informou a administração municipal por nota.
A prefeitura afirmou ainda que mantém conversas com o governo do estado para novas edições do Casa Catarina e também para obtenção de subsídios do programa Minha Casa Minha Vida.
“Todos têm critérios, como número de imóveis na cidade, renda, entre outros. Precisamos esperar toda esta etapa do credenciamento para a Assistência Social fazer as definições”, acrescentou o município.
Enchente
A enchente ocorreu em maio de 2022, quando fortes chuvas provocaram alagamentos e deslizamentos em Tubarão, especialmente no KM 60, localizado às margens do rio. Cerca de 15 casas foram demolidas e mais de 50 interditadas.
Desde então, diversas famílias passaram a depender de aluguel social.
Fonte| Diário do Sul






