ARTE: o espelho da alma

Juliana Natal atua há 32 anos nas áreas da Arte, Educação, Cultura, Mestra em Educação, arte-educadora, arteterapeuta, artista plástica e cartomante profissional

O que nossas escolhas intuitivas revelam sobre nós?  Você já pegou uma folha em branco e, sem pensar muito, escolheu uma determinada cor? Ou começou a fazer alguns traços e, somente depois, percebeu uma imagem que não havia planejado? Às vezes, acontece também diante de uma obra de arte: uma imagem nos emociona, incomoda ou atrai sem que saibamos explicar exatamente o motivo. É, nesse encontro entre arte, emoção e intuição que podemos descobrir um pouco mais sobre nós mesmos.

Quando criamos espontaneamente, nem tudo passa primeiro pela razão. Escolhemos cores, formas, tamanhos e lugares no papel quase intuitivamente. E, quando terminamos, podemos nos surpreender com aquilo que surgiu. Na arteterapia, porém, não existe um dicionário pronto. Não podemos simplesmente dizer que determinada cor significa uma coisa ou que uma árvore, uma casa ou um círculo possuem sempre o mesmo significado. A pergunta mais importante não é: “O que esta imagem significa?” Mas: “O que esta imagem significa para mim?”

Uma casa pode representar proteção para alguém e saudade para outra pessoa. Uma árvore pode falar de crescimento, raízes, família ou simplesmente despertar uma lembrança. O símbolo encontra seu significado na história de quem o criou. É nesse sentido que gosto de pensar a arte como espelho da alma.

Por meio dela podemos expressar sentimentos, lembranças, desejos e conteúdo que nem sempre conseguimos transformar em palavras. Para aqueles que compreendem a existência também por uma perspectiva espiritual, algumas tradições acreditam que a alma possa carregar experiências que ultrapassam esta existência, inclusive memórias de outras vidas.

Essa é uma compreensão espiritual, e não uma afirmação da arteterapia. Mas nos deixa uma pergunta interessante: Quanto de nós pode existir em uma imagem que criamos sem saber por que a criamos? Faça uma experiência: Pegue uma folha e alguns lápis ou tintas. Não procure referências e não pense em fazer algo bonito. Escolha uma cor intuitivamente e comece. Quando sentir que terminou, observe sua produção e pergunte:

– O que eu vejo? O que sinto? Qual parte mais chama minha atenção? Se essa imagem pudesse falar comigo, o que ela diria?

Talvez a resposta não venha imediatamente. Mas pode ser que, enquanto a mente ainda esteja procurando palavras, a arte já tenha começado a revelar aquilo que existe dentro de você. Porque algumas histórias contamos com palavras. Outras, a alma transforma em imagens.

Em seus atendimentos, Juliana, trabalha com a arte, os símbolos e os oráculos como diferentes caminhos de expressão e autoconhecimento. Se você sente que chegou o momento de compreender melhor aquilo que está vivendo, reconhecer padrões, acessar sua criatividade e descobrir novas possibilidades para sua história, entre em contato e conheça meus atendimentos.

 

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