O preço da maçã voltou a subir nesta semana, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), ligado à USP. Assim, a valorização reforça uma tendência de alta que já se desenha para o segundo semestre.
Para São Joaquim, maior produtora de maçã do país, o movimento é acompanhado de perto por toda a cadeia produtiva da fruta
Segundo o levantamento do Cepea, divulgado pela HF Brasil, a valorização é resultado principalmente da redução gradual na disponibilidade de frutas estocadas. Os estoques ainda estão altos, porém, o volume atual é menor do que há algumas semanas — o que já favorece a recuperação dos preços.
Na média das regiões classificadoras, a gala graúda Categoria 1 fechou a R$ 103,11 por caixa de 18 kg, alta de 2,80% frente à semana anterior. Já a fuji, fruta típica da região serrana, teve a maior valorização: R$ 93,80 por caixa, um salto de 9,19% no mesmo período.
No atacado paulista, na Ceagesp, o cenário se repetiu. A fuji graúda Categoria 1 fechou a R$ 120,22 por caixa, alta de 5,90%. A gala de mesmo perfil avançou 4,60%, cotada a R$ 130,82.
Como funciona o acompanhamento de preços na região
O Cepea coleta preços da maçã em três níveis da cadeia produtiva: produção, beneficiamento e atacado. Nesse sentido, São Joaquim é uma das regiões de referência oficiais da pesquisa, ao lado de Fraiburgo (SC) e Vacaria (RS).
Dessa forma, esses números semanais funcionam como um termômetro confiável para todo o setor, produtores, cooperativas, empresas de beneficiamento e o mercado consumidor. Acompanhar essas variações ajuda a planejar desde a colheita até a comercialização da fruta.
O que esperar para o restante do mês
Assim, a redução contínua do volume de estoques tende a garantir preços de negociação mais atrativos ao longo das próximas semanas.
Esse movimento positivo reforça a relevância da fruticultura para a Serra Catarinense, região que já colhe reconhecimento nacional pela qualidade de sua produção. Prova disso é o Concurso Nacional da Maçã Fuji de São Joaquim, que reúne produtores locais e celebra anualmente o padrão da fruta cultivada na região.
Portanto, a combinação entre estoques em queda e demanda aquecida sinaliza boas perspectivas para o setor no segundo semestre.
Fonte | São Joaquim Online



