Preço da maçã sobe e reforça boas perspectivas para o setor

Segundo agentes consultados pelo Cepea, o cenário de alta deve se manter até o fim de agosto

O preço da maçã voltou a subir nesta semana, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), ligado à USP. Assim, a valorização reforça uma tendência de alta que já se desenha para o segundo semestre.

Para São Joaquim, maior produtora de maçã do país, o movimento é acompanhado de perto por toda a cadeia produtiva da fruta

Segundo o levantamento do Cepea, divulgado pela HF Brasil, a valorização é resultado principalmente da redução gradual na disponibilidade de frutas estocadas. Os estoques ainda estão altos, porém, o volume atual é menor do que há algumas semanas — o que já favorece a recuperação dos preços.

Na média das regiões classificadoras, a gala graúda Categoria 1 fechou a R$ 103,11 por caixa de 18 kg, alta de 2,80% frente à semana anterior. Já a fuji, fruta típica da região serrana, teve a maior valorização: R$ 93,80 por caixa, um salto de 9,19% no mesmo período.

No atacado paulista, na Ceagesp, o cenário se repetiu. A fuji graúda Categoria 1 fechou a R$ 120,22 por caixa, alta de 5,90%. A gala de mesmo perfil avançou 4,60%, cotada a R$ 130,82.

Como funciona o acompanhamento de preços na região

O Cepea coleta preços da maçã em três níveis da cadeia produtiva: produção, beneficiamento e atacado. Nesse sentido, São Joaquim é uma das regiões de referência oficiais da pesquisa, ao lado de Fraiburgo (SC) e Vacaria (RS).

Dessa forma, esses números semanais funcionam como um termômetro confiável para todo o setor, produtores, cooperativas, empresas de beneficiamento e o mercado consumidor. Acompanhar essas variações ajuda a planejar desde a colheita até a comercialização da fruta.

O que esperar para o restante do mês

Assim, a redução contínua do volume de estoques tende a garantir preços de negociação mais atrativos ao longo das próximas semanas.

Esse movimento positivo reforça a relevância da fruticultura para a Serra Catarinense, região que já colhe reconhecimento nacional pela qualidade de sua produção. Prova disso é o Concurso Nacional da Maçã Fuji de São Joaquim, que reúne produtores locais e celebra anualmente o padrão da fruta cultivada na região.

Portanto, a combinação entre estoques em queda e demanda aquecida sinaliza boas perspectivas para o setor no segundo semestre.

Fonte | São Joaquim Online

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