Tubarão registrou 998 boletins de ocorrência relacionados à violência doméstica contra a mulher no primeiro semestre de 2026. Os dados são da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami) e integram as ações de conscientização do Agosto Lilás, campanha nacional de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Além dos boletins de ocorrência, a delegacia contabilizou 41 autos de prisão em flagrante, 303 medidas protetivas de urgência e 291 inquéritos policiais entre janeiro e junho deste ano. Em todo o ano de 2025, foram registrados 1.965 boletins de ocorrência, 122 prisões em flagrante, 698 medidas protetivas e 648 inquéritos.
Segundo o delegado Giovanni Floriani, da Dpcami de Tubarão, os números deste ano não apontam crescimento da violência em relação ao cenário observado pela delegacia. Ele destaca, porém, que a redução dos registros ainda precisa ser acompanhada ao longo do ano.
“Os números têm se mantido, não aumentaram, mas também não diminuíram”, afirmou o delegado, ao destacar que a expectativa é de que o trabalho desenvolvido pelas forças de segurança consiga reduzir cada vez mais os casos.
A atuação da Polícia Civil envolve tanto a repressão aos crimes quanto ações preventivas e educativas. A delegacia desenvolve atividades de conscientização com mulheres e em escolas, além de trabalhar em conjunto com a Polícia Militar, que atua por meio da Rede Catarina e na fiscalização do cumprimento das medidas protetivas de urgência.
Atendimento
Tubarão também conta atualmente com duas psicólogas na Dpcami, responsáveis pelo acolhimento das vítimas após os registros. O atendimento busca identificar possíveis impactos psicológicos provocados pela violência e oferecer suporte às mulheres. A delegacia também mantém parceria com a Univinte para ampliar o atendimento, conforme a disponibilidade dos serviços.
Até o momento, Tubarão não registrou feminicídio em 2026. Casos desse tipo, no entanto, foram registrados em outros municípios da região. Foram três na Amurel neste ano: em Sangão, Imbituba e Braço do Norte.
Fonte | Diário do Sul



