O que pode parecer um simples banco em uma praça, de cor pouco comum e com alguns dizeres, pode fazer a diferença na vida de pessoas que precisam daquelas palavras. Esse é o objetivo do banco amarelo instalado em frente ao fórum da comarca de Tubarão e que se destaca no mês temático da saúde mental e da prevenção ao suicídio, o Setembro Amarelo. O mobiliário é o primeiro banco do tipo instalado nas comarcas do Estado.
O item foi inspirado no banco vermelho, já popularizado em espaços públicos e que chama a atenção para a conscientização e o combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Por sua vez, o banco amarelo traz os dizeres: “Prevenção do suicídio – Acolhero sofrimento – Valorizar os vínculos – Ligue 188 – Reforce o laço com a vida”.
A ideia partiu do juiz Paulo da Silva Filho, titular da 1ª Vara Cível da comarca, que era diretor do foro na época da reforma da praça em frente ao Fórum Desembargador Edgar de Lima Pedreira. Segundo o magistrado, para além da melhoria para os cidadãos e profissionais diretamente atendidos pelo fórum, a reforma do local significava o resgate de um importante equipamento urbano da região em que está situado o prédio e que recebe vários moradores do entorno, que inclusive parabenizaram a reforma e utilizavam a praça como espaço de lazer.

“Pensamos em fazer da praça não só mais um equipamento urbano, mas também um espaço de acolhida e de orientação. Por isso, queríamos incluir serviços importantes de conscientização, como o programa de combate à violência, além de acrescentar o programa do Setembro Amarelo”, explica.
Diálogo e informação como instrumentos de prevenção
Para a chefe da Seção Psicossocial em Saúde da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e assistente social, Adriana Katia Ternes Moresco, a iniciativa também contribui para ampliar a divulgação do número 188, doCentro de Valorização da Vida (CVV), serviço de apoio emocional que pode ser acionado por qualquer pessoa e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, em todo o país.
“O banco amarelo não irá resolver os problemas dos indivíduos que estão passando por uma situação tão complexa que os levou a pensar em interromper a vida para cessar a dor sentida, e não é essa a intenção da louvável iniciativa. Contudo, ajudará a evidenciar que este é um problema sério de saúde pública e que está muito próximo de nós, seja por meio de um colega, familiar ou de uma vivência pessoal em que, por um momento, nos sentimos incapazes diante da realidade vivida”, afirma a servidora.
Adriana destaca a importância de ampliar o diálogo e desconstruir os tabus e mitos que ainda cercam o suicídio. Segundo ela, a dor emocional e o desespero diante da dificuldade de encontrar alternativas para os problemas podem levar uma pessoa a desejar interrompera própria vida como forma de cessar um sofrimento que, naquele momento, parece ocupar todos os espaços de sua existência.
Fonte | Fernanda de Maman
Jornalista
Diretoria de Comunicação (DCOM)
Regional Sul
Comarca de Criciúma




