Tarifa de Trump pode gerar demissões no agro

“Essa tarifa vem em um momento muito delicado"

A nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos deve atingir em cheio o agronegócio brasileiro, especialmente os setores de carne e café, que estão entre os principais produtos exportados para o mercado americano, segundo o advogado tributarista especializado no setor rural, Fernando Melo de Carvalho.

A medida pode provocar queda no faturamento das exportações, pressionando margens e levando a cortes de empregos em um setor que emprega mais de 28 milhões de pessoas no país, conforme dados da CNA.

O aumento da tarifa ocorre em um momento já delicado para o agro, que enfrenta juros elevados, menos recursos no Plano Safra e dificuldades no acesso ao crédito. A elevação dos custos para entrar no mercado americano pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros e desestimular a atividade exportadora, afetando diretamente produtores que dependem desse canal de vendas.

“Essa tarifa vem em um momento muito delicado e deve impactar a rentabilidade de quem depende das exportações para os Estados Unidos. Apesar dos preços terem uma tendência de queda, por outro lado, isso desestimula as atividades ligadas à exportação, reduz o faturamento e pode levar a demissões”, alertou.

Além do agronegócio, setores da indústria também devem ser impactados, especialmente aqueles que utilizam insumos importados. O encarecimento desses itens pode comprometer cadeias produtivas e aumentar os custos internos de produção.

Tarifas de importação são ferramentas frequentemente utilizadas por países para proteger mercados internos ou estimular segmentos estratégicos. No entanto, o uso desse instrumento de forma abrupta pode gerar desequilíbrios e prejudicar tanto exportadores quanto consumidores nos países envolvidos.

“Na nossa Constituição, existe a previsão de utilizar certos impostos como mecanismo de controle. Por exemplo, pode-se aumentar o imposto de importação sobre determinado produto que não se deseja no mercado brasileiro, para proteger a produção nacional. Mas esse tipo de medida deve ser usado com cautela, justamente para não prejudicar não só as exportações de produtos agropecuários, mas também os importadores, como o mercado americano, que consome fortemente a nossa carne”, completou.

Agrolink – Leonardo Gottems

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