Serra do Rio do Rastro: governo revisará edital de concessão do mirante para relançar licitação

O projeto tem por objetivo a ampliação do potencial turístico da região

O edital de concessão do Complexo Turístico do Mirante da Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra, será reavaliado. Na primeira tentativa de encontrar uma empresa para administrar o espaço, não houve apresentação de propostas. Em uma pesquisa de mercado, o Governo de Santa Catarina identificou a necessidade de ajustes do modelo proposto nos âmbitos econômico-financeiro, demanda e técnico-operacional.

Mesmo sem interessados, a Secretaria de Estado de Turismo de Santa Catarina (Setur) demonstrou a intenção de seguir com o projeto de concessão. Dessa forma a Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina (SEF) solicitou à Agência de Promoção de Investimentos do Governo de Santa Catarina (InvestSC) a revisão do projeto visando o relançamento da licitação.

Pontos elencados por possíveis investidores para a não apresentação da proposta:
Aspectos econômicos financeiros: empresas interessadas apontaram investimento inicial elevado (R$ 4 milhões) para ressarcimento dos estudos usados na elaboração do edital de concessão. Sugeriu-se a redução deste ressarcimento ou sua vinculação a etapas do projeto, como a obtenção da licença ambiental de instalação;
Aspectos de demanda: a incerteza em relação à demanda foi considerada pelos participantes um fator de risco relevante. Foi identificado que o perfil dos visitantes do mirante é predominantemente “de passagem”, permanecendo pouco tempo no espaço, o que gera um ticket médio de consumo baixo. Esse ponto, somando ao investimento inicial, é considerado pouco atrativo aos investidores, especialmente nos primeiros anos de concessão.
Aspectos técnico-operacionais: a limitação da área de concessão foi apontada como um fator limitante à implementação de novos atrativos turísticos, comprometendo a viabilidade do empreendimento. Os participantes também indicaram que os estudos que embasaram o edital não apresentaram um plano de manejo ambiental conclusivo. Há aí um receio às restrições estruturais, especialmente a ausência de acesso à água tratada e à coleta de esgoto. As empresas indicaram também limitações de trânsito, solicitando ao Estado medidas na busca de soluções para os problemas de infraestrutura e mobilidade rodoviária.

Um dos pontos que mais preocuparam as empresas é sobre a capacidade de acesso aos sistemas de de água e esgoto e fornecimento de energia para atender a capacidade dos investimentos.

 A SEF consultou as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) e a Companhia de Água e Saneamento de Santa Catarina (Casan) sobre os serviços na região. A Casan informou que o Sistema de Abastecimento de Água (SEA) de Bom Jardim da Serra está recebendo novos investimentos estruturais, que incluem a implantação de um reservatório de água tratada de 500 metros cúbicos e de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) com capacidade de 15 litros por segundo.

De acordo com a Casan, essa ampliação de infraestrutura possibilitará o atendimento da demanda na região do Complexo Turístico mediante a expansão da rede de distribuição. “Para a efetivação desse atendimento, será necessária a extensão de 9.400 metros de rede, sendo que, o início desta obra estará condicionado à formalização do pedido de viabilidade por parte do empreendedor e à respectiva autorização da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) para intervenção na faixa de domínio”, disse a companhia.

Em relação ao Sistema de Esgotamento Sanitário (SES), a Casan afirmou que a empresa que administrará o local deverá projetar e executar um sistema de tratamento individualizado para atender às suas instalações, em conformidade com as normas ambientais vigentes. A Celesc não havia se manifestado até a publicação desta matéria.

O projeto tem por objetivo a ampliação do potencial turístico da região, por meio de investimentos em infraestrutura no mirante e da melhoria dos serviços oferecidos aos visitantes. Além da administração, operação e manutenção do equipamento turístico pelo prazo de 30 anos, a futura concessionária deverá assegurar a implantação e o adequado funcionamento de infraestrutura de lazer, cultural, gastronômica e de estacionamento, podendo abarcar também museus, hotéis e outros equipamentos turísticos

Com informações: Engeplus

Últimas notícias

A Difícil Escolha

Tomar uma decisão importante nem sempre é uma tarefa...

Vereadores de Orleans se reunirem nesta segunda dia 31 ás 19h00

Aconteceu mais uma Sessão Ordinária da Câmara de vereadores...

Cana cresce, mas açúcar perde espaço na safra 2026/27

A safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 deve alcançar 705,2 milhões de...

SUS terá três novos medicamentos para câncer de pulmão

Três novos medicamentos para o tratamento de câncer de...

Medicamento para câncer colorretal é aprovado pela Anvisa

Pacientes adultos em tratamento contra o câncer colorretal metastático...

Notícias Relacionadas