SC inicia debate sobre programa voltado a pessoas com epidermólise bolhosa

Atualmente, de acordo com levantamento da Debra, pouco mais de 800 brasileiros já foram diagnosticados com epidermólise bolhosa e estima-se que cerca de 500 mil pessoas em todo o mundo tenham a doença

Até meados de 2023, a epidermólise bolhosa era desconhecida por grande parte da população brasileira. Essa doença rara não contagiosa, genética e hereditária ganhou repercussão e visibilidade nacional com a história de superação do pequeno Guilherme Gandra Moura, de nove anos, que veio à tona após permanecer em coma por 16 dias e protagonizar um vídeo emocionante do reencontro com sua mãe, Tayane Gandra, em um hospital do Rio de Janeiro (RJ).

Carismático e atuante nas redes sociais, o menino Gui se tornou símbolo da luta por mais inclusão e por melhores condições na atenção de pacientes acometidos por essa enfermidade, que provoca a formação de bolhas na pele por conta de mínimos atritos ou traumas. Atualmente, de acordo com levantamento da Debra, pouco mais de 800 brasileiros já foram diagnosticados com epidermólise bolhosa e estima-se que cerca de 500 mil pessoas em todo o mundo tenham a doença.

Com o assunto em voga, a Secretaria de Estado da Saúde divulgou que Santa Catarina possui 66 pacientes com EB e uma média de dois diagnósticos novos ao ano. Diante deste panorama, a Assembleia Legislativa iniciou os debates sobre a criação de um Programa Estadual de Assistência Especializada em Epidermólise Bolhosa. Apresentado pelo deputado estadual Napoleão Bernardes (PSD), o projeto de lei busca estabelecer parâmetros e diretrizes com o objetivo de garantir o atendimento adequado a esses pacientes na rede pública de saúde.

“Infelizmente, a epidermólise bolhosa não tem cura, provoca dor e afeta a vida cotidiana dos pacientes. Por isso, precisamos adotar as medidas cabíveis e necessárias a fim de promover uma atenção mais humanizada, com a estruturação física das unidades e capacitação dos profissionais de saúde. O programa também prevê ações de conscientização para que a população em geral entenda as particularidades desta doença e desenvolva um olhar de mais empatia quanto aos desafios enfrentados por essas pessoas”, explica o parlamentar.

No momento, a proposta tramita na Comissão de Constituição e Justiça. Antes de ir a votação em Plenário, a matéria também precisará ser apreciada pelas Comissões de Finanças e Tributação e de Saúde.

 

Fonte: Rede Catarinense de Notícias

Últimas notícias

Homem é detido após tentar furtar picanha de estabelecimento em Araranguá

Um homem de 46 anos foi detido na manhã...

ORLEANS | Saiba como foi os atendimentos no Hospital Santa Otília

A equipe da Fndação Hospitalar Santa de Orleans trabalhou...

BALNEÁRIO RINCÃO | Carlito Darolt assume como prefeito interino nesta segunda

O vice-prefeito de Balneário Rincão, Carlito Darolt, assume a...

Apenas 10% dos direitos autorais no setor musical vão para mulheres

Estudo da União Brasileira de Compositores (UBC) aponta que...

Entregadores por aplicativo podem ter remuneração mínima maior no Brasil

Uma proposta apresentada pelo governo federal busca estabelecer novos...
Mensagens de natal

Notícias Relacionadas