Região tem saldo positivo na geração de empregos em julho

Dados do Caged apontaram que 60 novas vagas formais foram criadas no mês

A região registrou, em julho, 60 novos postos de trabalho formal, conforme dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Ao todo, 11 municípios apresentaram saldo positivo de admissões, demonstrando que o desempenho negativo foi concentrado em parte das cidades.

Jaguaruna foi o principal destaque de julho, com saldo positivo de 87 vagas, o maior da região no período, seguido por São Ludgero, com 43; Pedras Grandes, com 41; e Tubarão, com 35 admissões a mais do que desligamentos.

Em Jaguaruna, município que mais criou oportunidades no sétimo mês do ano, o responsável pelo maior saldo positivo foi o setor de serviços, com 63 novas vagas, assim como em São Ludgero, com 12 vagas a mais no setor.

Já em Pedras Grandes, que apresentou o terceiro melhor resultado, a indústria gerou mais emprego com carteira assinada, com 39 postos a mais.

Por sua vez, Tubarão teve na construção civil a responsável pelo melhor resultado em empregos, com 51 postos formais a mais.

Setores

O setor de serviços foi o que mais empregou na região, com 116 vagas a mais criadas, seguido do comércio, com saldo positivo de 56 novas oportunidades com carteira assinada.

No Estado, mercado de trabalho teve um recuo

 

O mercado de trabalho catarinense registrou saldo negativo na geração de empregos formais em julho, segundo dados do Caged, com um recuo de 248 vagas. Apesar do desaquecimento no mês de julho, o balanço nos primeiros sete meses de 2026 permanece favorável, com a criação de 62.658 empregos formais.

“A desaceleração observada em julho reflete diretamente um ambiente econômico pressionado pela manutenção da taxa de juros em patamares elevados por um período prolongado e também os efeitos do segundo tarifaço norte-americano sobre alguns setores”, afirma o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme.

A indústria catarinense foi responsável pelo maior saldo negativo, com o fechamento de 160 postos de trabalho em julho. O economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt, explica, no entanto, que o comportamento setorial foi heterogêneo. A maior queda veio do setor de vestuário, com recuo de 945 vagas, seguido do têxtil, com queda de 203 postos.

Setores afetados pelo segundo tarifaço norte-americano também puxaram para baixo o resultado da indústria. O setor de madeira perdeu 197 vagas e o de móveis teve saldo negativo de 143 empregos. A construção civil teve 111 desligamentos.

Para os próximos meses, a expectativa da Fiesc é de uma recuperação gradual de contratações, condicionada a eventuais flexibilizações na política monetária e à manutenção da massa salarial no Estado.

No país, 58.568 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em julho.

Fonte | DS

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