Projeto Caminho do Amanhã transforma vidas e atende 300 crianças com esporte e inclusão em Forquilhinha

Iniciativa social oferece treinos gratuitos, apoio educativo e acolhimento a jovens em situação de vulnerabilidade

Criado para oferecer oportunidades a crianças e adolescentes sem condições de pagar por uma escolinha de futebol, o Projeto Caminho do Amanhã se tornou uma referência comunitária em Forquilhinha. Com treinos gratuitos, disciplina, lanche e acompanhamento próximo, a iniciativa atende hoje 300 jovens, incluindo crianças autistas, com deficiência física, TDAH, TOD e outras necessidades de atenção.

A história do projeto começou em 2018, quando Cleber Rocha Ferreira levava o filho Vitor para treinar no campo do bairro. Outras crianças passaram a pedir para participar, mas muitas chegavam sem disciplina e vivendo situações difíceis em casa. Foi então que Daniela Matheos Miguel, movida pela vontade de ajudar, decidiu estruturar o trabalho em família. O nome, a logo e as cores — azul e amarelo — foram criados por ela e por Vitor.

Nos dois primeiros anos, os treinos aconteciam apenas aos sábados, sem uniforme, sem Instagram e sem lanche. A rotina mudou no dia em que uma criança passou mal por fome. Daniela levou todos para sua casa, preparou um lanche e, desde então, o alimento se tornou parte essencial do projeto, com ajuda de amigos e colaboradores.

O Caminho do Amanhã acumula histórias de superação. João, que tem deficiência física, nunca encontrou espaço em outras escolinhas, mas hoje treina, participa de torneios e já foi destaque. Lorenzo, autista, que no início chorava, não aceitava contato e não se socializava, agora abraça os professores, interage com os colegas, come o lanche e até faz gols de cabeça.

Além do esporte, o projeto trabalha valores e disciplina. Entre as regras, não pode falar palavrão — quem falar, faz 10 flexões — e o respeito aos pais e responsáveis é obrigatório. “Sempre quis unir treinos de qualidade com educação familiar e fé. Colocamos Deus em primeiro lugar na nossa vida e no nosso trabalho”, afirma Daniela.

Até poucos meses atrás, Daniela e Cleber conciliavam o projeto com outros empregos, atuando de forma totalmente voluntária. Agora, trabalham exclusivamente na iniciativa, que recebe um convênio da prefeitura para pagar seus salários e dispõe de apenas R$ 670 mensais para o lanche de 300 crianças. Além disso, conta com um único patrocínio fixo de R$ 1.500 da empresa BPM. O filho Vitor também ajuda nos treinos de sábado.

O Caminho do Amanhã foi formalizado como associação sem fins lucrativos e passou a ter CNPJ próprio, o que abre portas para novas parcerias e ampliações. Com isso, o projeto busca fortalecer a estrutura e seguir oferecendo esporte, inclusão, disciplina e acolhimento às crianças que mais precisam.

Fonte: HC

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