A tradicional pesca artesanal realizada com auxílio dos botos, em Laguna, pode receber reconhecimento nacional como patrimônio cultural imaterial. A prática será analisada amanhã durante a 112ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, no Rio de Janeiro.
O pedido para o reconhecimento começou em 2017, quando a Comissão Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP), da Diocese de Tubarão, apresentou a solicitação para o registro da prática. Em 2019, a proposta ganhou reforço com a participação da Associação Comunitária de Imbé – Braço Morto, no Rio Grande do Sul, ampliando a iniciativa para a preservação da atividade em estuários do Sul do país.
A pesca com botos é considerada um fenômeno raro no mundo. Nessa prática, os pescadores aguardam os sinais dos animais, que ajudam a conduzir cardumes de peixes para perto das redes. A relação de cooperação entre humanos e botos ocorre de forma natural e vem sendo mantida ao longo de gerações.
Tradição
Presente na região há mais de um século, essa forma de pesca faz parte da identidade cultural das comunidades de Laguna e também contribui para a preservação dos botos e do ambiente estuarino.
Diante dessa importância histórica, social e ambiental, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) recomendou o registro da prática no Livro de Registro de Saberes, instrumento que reconhece tradições culturais transmitidas entre gerações.
A decisão final será tomada durante a reunião do conselho, que avaliará a inclusão da pesca com botos entre os patrimônios culturais imateriais do Brasil.
Fonte | DS









