Palhaço Biriba ganha título de Mestre da Cultura Popular de Santa Catarina

O Prêmio Mestres da Cultura Popular é voltado a trabalhadores e trabalhadoras da cultura com mais de 60 anos que prestaram significativa contribuição artística ou cultural em seus territórios

O artista Geraldo Santos Passos, conhecido por dar vida ao tradicional Palhaço Biriba, foi um dos premiados com o Prêmio Mestres da Cultura Popular, entregue na tarde desta terça-feira (15), em cerimônia realizada no Cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. A honraria reconhece homens e mulheres que mantêm viva a memória, os saberes e os fazeres da cultura catarinense, e é promovida pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

 

Com mais de 55 anos dedicados ao teatro popular, Geraldo Santos Passos emocionou o público ao receber o certificado que simboliza sua trajetória como um dos nomes mais reconhecidos do circo-teatro no sul do Brasil, um legado deixado pelo seu pai. A história do Circo de Teatro do Biriba é marcada por espetáculos que encantam públicos de todas as idades, levando alegria e ensinamentos por meio do humor simples e envolvente, sendo o Palhaço Biriba um personagem querido por gerações. O artista representa não apenas um ícone do riso, mas também da resistência cultural.

“Esse reconhecimento é muito importante para todos que trabalham com a cultura popular, que batalham dia após dia para manter viva a nossa tradição. Estou muito feliz e emocionado”, afirmou Biriba, após a cerimônia.

O Prêmio Mestres da Cultura Popular é voltado a trabalhadores e trabalhadoras da cultura com mais de 60 anos que prestaram significativa contribuição artística ou cultural em seus territórios

Durante a cerimônia, a presidente da FCC, Maria Teresinha Debatin, destacou a importância de valorizar os mestres da cultura popular. “O meu respeito pela arte que os senhores e senhoras fazem e a minha gratidão por estarem repassando, por não deixarem que esta arte morra. Um povo que não tem memória, nem cultura e não valoriza seus saberes, é um povo raso”, destacou.

A diretora de Patrimônio da FCC, Lélia Pereira Nunes, também exaltou os homenageados. “Cada um que recebeu, hoje, o seu certificado representa uma parcela muito importante da história do estado de Santa Catarina. Por favor, não deixem essa história morrer”, pediu.

 

Colaboração: Gabriela Recco

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