ORLEANS | Descedente da etnia Laklãnõ-Xokleng é condecorado com selo da Funai

Wanderlei ressalta que para “os descendentes dos indígenas o reconhecimento é uma grande conquista”.

Wanderlei Donizete Baptista é reconhecido como descendente da 4ª geração da etnia Laklãnõ-Xokleng, de Orleans, Santa Catarina.

Com o selo concedido pela Funai a Wanderlei, Orleans passa a ser reconhecido oficialmente como um município onde há a presença da cultura indígena.

Os Xokleng (ou Laklãnõ) habitaram historicamente a região de Orleans e o sul catarinense, vivendo da caça e coleta. Enfrentaram um drástico extermínio durante a colonização europeia, restando poucos indivíduos na região por volta de 1940.

O Museu ao Ar Livre Princesa Isabel em Orleans preserva sua memória com exposições itinerantes.

Há dados que relatam que a última família do povo Xokleng em Orleans residia na comunidade de Três Barras e devido aos movimentos de colonização realizado pelos novos imigrantes, foi removida do município e realocados para assentamentos indígenas, no ano de 1954.

Orleanense da etnia Laklãnõ-Xokleng é condecorado com selo da FunaiWanderlei Donizete Baptista reside no município de Orleans e faz parte da comunidade. Ele é membro da Academia Orleanense de Letras – ACOL e vem lutando a vários anos, para manter vida a história e cultura de seu povo.

Wanderlei ressalta que para “os descendentes dos indígenas o reconhecimento é uma grande conquista”.

Saiba Mais

Em santa Catarina o povo Xokleng (ou Laklãnõ, “povo do sol”) é um grupo indígena de língua Jê que vive no Vale do Itajaí, principalmente na Terra Indígena Ibirama-La Klãnõ. Historicamente nômades e caçadores-coletores, sofreram diversos extermínios ao longo dos anos finais do século XIX e primeiras décadas do século XX.

“Os últimos bugres de Orleans. Japru, Canharã. Três Barras circa 1950.” Fonte: Fotos de Orleans”,

Em Orleans, as expedições de “caça aos bugres”, como eram referidas na época, devastaram a população nativa para levar adiante o objetivo de colonização europeia, gerando um apagamento cultural dos nativos brasileiros, que foram forçadamente realocados de suas terras e em muitos casos, assassinados.  A última família, residente das Três Barras, foi removida das suas terras na década de 1950.

Fonte | Imprensa News Sul

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