Não é sobre um animal: É sobre a falência da empatia Humana

Em memória do cão Orelha e de tantos outros animais vítimas da crueldade humana

HOJE NÃO É SOBRE ORÁCULO: É SOBRE EVOLUÇÃO. Hoje eu não venho falar de cartas e tendências. Não venho falar de orientação individual.

Venho falar de missão. De evolução. De humanidade. Porque espiritualidade também é olhar para o que dói no mundo e não fingir que não é conosco.

HOJE O MUNDO CHORA, A HUMANIDADE SUPLICA, É PRECISO MUDANÇA!

O caso recente envolvendo a violência contra um animal — que muitos conheceram como “Orelha” — um cachorro da comunidade de Praia Brava de Florianópolis, não é apenas uma notícia triste. Ele é um espelho incômodo da condição humana. Quando um animal sofre violência premeditada, não estamos diante de um “ato sem noção” ou de uma travessura irresponsável. Estamos diante de algo mais profundo: a desconexão da empatia – A CRUELDADADE NUA E CRUA E A MALDADE QUE EXISTE NO SER HUMANO. A AUSÊNCIA DE SENTIMENTOS. E é justamente aqui que o olhar místico pode trazer reflexão.

A MISSÃO ESPIRITUAL DOS ANIMAIS

Em muitas tradições espirituais, os animais são vistos como: presenças de amor incondicional e mensageiros de sensibilidade, seres que nos ensinam cuidado, vínculo e responsabilidade.

Eles não chegam à nossa vida por acaso. O Orelha não chegou naquela comunidade por acaso. É sobre isso!

Eles nos lembram de algo que o ser humano às vezes esquece: SENTIR.

Quando um animal cruza nosso caminho, ele frequentemente desperta, ternura, proteção, compaixão, vínculo afetivo

Por isso, quando alguém é capaz de ferir um animal, o problema não é espiritual no sentido místico — é humano no sentido emocional e psicológico, tem alguma coisa errada, é preciso avaliar.

O misticismo não romantiza a crueldade. Ele a vê como sinal de um coração que não tem, ou não aprendeu o “sentir”. ISSO É GRAVE!

Quem não sente é capaz de matar, pai, mãe e pessoas inocentes. É capaz de fazer qualquer coisa para satisfazer seu ego.

AQUI VALE A REFLEXÃO: O QUE LEVA ALGUÉM À CRUELDADE?

Do ponto de vista espiritual sério (não fantasioso), a violência contra animais não é “prova de karma do animal”, nem “missão de sofrimento”. DETALHE, ACREDITEM: Nenhum animal nasceu para sofrer e ser torturado, não vamos romantizar. ISSO É MALDADE.

Pensar que se trata de karma e que ele tinha que passar por isso, não é espiritual! Essa é uma interpretação perigosa e irresponsável.

A GRANDE VERDADE (eu acredito): O que muitas correntes espirituais afirmam é: quem perde a empatia perde a conexão com a própria humanidade.

Crueldade deliberada costuma estar ligada a: ausência de limites, falhas na educação emocional, histórico de violência, banalização do sofrimento do outro, doença.

ISSO NÃO É ESPIRITUALIDADE — É ALERTA SOCIAL. É AÍ QUE ENTRA O PAPEL DA FAMÍLIA

Quando padrões de agressividade aparecem cedo, eles não surgem do nada. Eles são sinais. Espiritualidade madura não aponta culpa, mas responsabilidade. Educar é ensinar empatia, limite e consequência.

APELO! PAIS, FAMÍLIAS – IGNORAR SINAIS NÃO É AMOR — É OMISSÃO.

A pergunta é, porque o animal, por que passou por isso? Essa é a pergunta mais sensível.

Uma visão mística ética diria: “o animal não “precisava” sofrer. o sofrimento nunca é missão.”

O que pode existir é a transformação que o fato provoca na comunidade: mobilização, reflexão, fortalecimento da proteção animal, despertar de consciência coletiva

Às vezes, a dor expõe feridas que a sociedade vinha fingindo não ver.

O VERDADEIRO CONVITE ESPIRITUAL

O misticismo não serve para explicar a maldade. Serve para nos lembrar que podemos escolher diferente.

A pergunta não é: “Por que isso aconteceu espiritualmente?” A pergunta é: “o que faremos, como sociedade, para que não aconteça de novo?”

ANIMAIS NOS ENSINAM AMOR SILENCIOSO.

PRESTAMOS ATENÇÃO: Quando falhamos com eles, não é o espiritual que falha — somos nós. Somos, em grande parte, reflexo do ambiente em que crescemos. Isso não é misticismo — é realidade humana, emocional e social. Crianças e adolescentes aprendem mais pelo que veem do que pelo que escutam. FAMÍLIAS VAMOS OLHAR POR NOSSAS CRIANÇAS SE QUEREMOS UM MUNDO MELHOR!

O QUE O MISTICISMO PODE — E NÃO PODE — DIZER

A espiritualidade pode refletir sobre o comportamento humano, mas não pode justificar a crueldade.

Violência não é “prova espiritual”, não é “missão de alma” e não é destino. Ela é sinal de algo que falhou no campo da empatia. Quando alguém é capaz de ferir deliberadamente um ser indefeso, estamos diante de um alerta. Um pedido de atenção da sociedade, da família, da educação emocional.

O ESPELHO DA CONVIVÊNCIA

Animais não ferem por prazer. Um leão caça por sobrevivência. Uma cobra ataca por defesa. Nenhum deles pratica crueldade por entretenimento. O ser humano, por outro lado,

possui consciência, escolha e responsabilidade. Por isso a pergunta que ecoa é: de onde nasce a banalização do sofrimento do outro?

Não se trata de culpar, mas de refletir. Educar é mais do que prover — é acompanhar, observar, orientar e estabelecer limites.

Ignorar sinais de agressividade não é cuidado. É deixar que o problema cresça em silêncio.

AS PRÓXIMAS GERAÇÕES

Quando falamos desses casos, não falamos apenas de um ato isolado. Falamos do futuro coletivo.

  • Que adultos estamos formando?
  • Que valores estão sendo reforçados?
  • Que tipo de humanidade queremos cultivar?

Essas perguntas não acusam — convidam à consciência.

O VERDADEIRO OLHAR ESPIRITUAL

Uma visão espiritual madura não procura culpados místicos, nem explicações sobrenaturais.

Ela convida à responsabilidade humana. Espiritualidade verdadeira não é fuga da realidade.

É presença consciente nela. Se algo assim nos revolta, talvez seja porque ainda reconhecemos dentro de nós a importância da compaixão.

QUANDO A DOR DO OUTRO NÃO IMPORTA

A violência contra um animal indefeso não é apenas um ato isolado. É um alerta profundo sobre o estado da nossa empatia coletiva.

No misticismo, os animais são vistos como presenças de amor silencioso. Eles não ferem por prazer. Não torturam por curiosidade. Não banalizam o sofrimento. Quando alguém faz isso, não é o animal que falha em sua missão — é o ser humano que falha na sua.

A ESPIRITUALIDADE NÃO JUSTIFICA A CRUELDADE

Espiritualidade séria não romantiza violência. Não chama sofrimento de “karma necessário”. Não transforma dor em espetáculo místico. Crueldade é sinal de desconexão da consciência.

E consciência se forma em convivência, em valores, em limites e em exemplo.

O PAPEL DA FAMÍLIA E DA SOCIEDADE

Educar não é apenas prover. É observar, orientar, estabelecer limites e assumir responsabilidade.

Quando sinais de agressividade são ignorados, quando a dor do outro é minimizada, quando a violência é relativizada, algo precisa ser revisto. Não se trata de culpar por culpar. Mas de reconhecer que a formação humana é coletiva. Família, escola e comunidade participam desse processo.

A Espiritualidade não exclui responsabilidade. E responsabilidade inclui consequências.

ATOS DE VIOLÊNCIA PRECISAM SER LEVADOS A SÉRIO. VAMOS TIRAR A VENDA DOS OLHOS!

Precisam de resposta social, educativa e legal. Não por vingança — mas por proteção coletiva.

Porque quando a violência é tolerada, ela cresce.

MINHA SINCERA OPINIÃO

Não é sobre um caso específico. É sobre tantos outros que nem chegam à mídia. É sobre não normalizar o que deveria nos chocar. É sobre proteger o futuro.

Silenciar diante da crueldade não é espiritualidade. É omissão.

E evolução verdadeira exige coragem de olhar para a realidade e agir para que ela mude. Se queremos um mundo mais consciente, precisamos começar pela base: empatia, responsabilidade e presença. Os animais continuam cumprindo sua missão de amor silencioso. A pergunta é se nós estamos cumprindo a nossa?

EM RESUMO— LUTO PELA HUMANIDADE

Hoje, mais do que luto por um animal, existe um luto pelo ser humano. Luto pela consciência que se perde. Pela empatia que se enfraquece. Pelo compromisso espiritual que parece ter sido esquecido.

Se acreditamos que a vida na matéria é uma oportunidade de evolução, então precisamos admitir: em algum ponto, estamos falhando.

Não é sobre um caso isolado. É sobre a banalização da dor. É sobre a normalização da crueldade. É sobre a perda da capacidade de sentir o outro.

Quando a dor alheia deixa de nos tocar, algo morre dentro da humanidade.

A espiritualidade confia no ser humano como agente de transformação, não de destruição. Confia que somos capazes de escolher o cuidado em vez da violência. Mas essa escolha precisa ser feita todos os dias.

Este não é um texto de revolta. É um texto de luto.

Luto por uma humanidade que precisa urgentemente lembrar quem é. Porque evolução espiritual sem empatia não é evolução — é ilusão. E talvez a verdadeira pergunta não seja “onde Deus está diante disso?”,

mas sim: onde está o ser humano diante da própria consciência?

E talvez esse dia não esteja no futuro. Talvez ele dependa da nossa consciência agora.

“Chegará o dia em que um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade.” — frase atribuída a Leonardo da Vinci

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Por: Juliana Natal

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