Centenas de pessoas tomaram a Avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (01/01), para exigir justiça pelo cão Orelha, um vira-lata comunitário brutalmente torturado por adolescentes em Santa Catarina. Segundo a Agência Brasil, o protesto reuniu pessoas de todas as idades, muitas vestidas de preto, em um ato que transformou indignação em mobilização coletiva.
A justiça pelo cão Orelha foi o principal grito do ato iniciado às 10h, em frente ao Masp, e que seguia ativo até 13h. Além disso, camisetas, adesivos e cartazes traziam frases como “Não foi só um latido, foi um chamado por justiça!”. Por isso, palavras de ordem ecoaram pela avenida, reforçando que o caso não será esquecido.
O cão Orelha foi torturado na Praia Brava, litoral de Santa Catarina, no dia (04/01) e morreu no dia seguinte (05/01), após ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. O animal vivia sob os cuidados de uma comunidade local, o que, portanto, intensificou o sentimento de comoção.
Justiça pelo cão Orelha e o debate sobre punições
Durante a manifestação por justiça pelo cão Orelha, surgiram cartazes defendendo a redução da maioridade penal. A psicóloga Luana Ramos se posicionou publicamente a favor da mudança e afirmou:
“Erro não é isso. Erro dá para consertar. Isso não dá para consertar, não tem como voltar atrás. Foi assassinato, crueldade”.
Além disso, Luana criticou tentativas de minimizar o crime e ressaltou desigualdades sociais percebidas no tratamento do caso. A pauta voltou ao Congresso Nacional, especialmente na Câmara dos Deputados, envolvendo crimes violentos e suas penalidades.
A fragilidade das leis atuais
A advogada Carmen Aires também aderiu ao ato por justiça pelo cão Orelha, levando seus cães adotados. Para ela, as punições por maus-tratos são brandas e ineficazes. “São muito brandas, praticamente não existem”, afirmou, destacando que a repetição de casos evidencia falhas legais.
Além disso, pais de dois adolescentes e um tio são investigados por tentativa de coagir testemunhas. Os jovens respondem por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos, enquanto relatos indicam que Orelha não teria sido a única vítima.
Organizações como a Ampara Animal alertam, inclusive, para a relação entre violência contra animais e outras formas de violência. Por isso, a justiça pelo cão Orelha tornou-se símbolo de uma luta maior, que busca mudanças estruturais e mais conscientização.
Fonte | Boa Notícia Brasil – O Lado bom da notícia









