Na cidade, a iniciativa é realizada em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). A operação é realizada na biofábrica do Método Wolbachia localizada no bairro Nova Brasília
Para a criação dos Wolbitos, os mosquitos Aedes Aegypti são infectados com a bactéria Wolbachia, que dá nome ao método que é implementado na cidade. Dessa forma, os insetos não conseguem transmitir doenças como dengue, chikungunya e zika vírus.
Os primeiros Wolbitos joinvilenses já são larvas e, nos próximos dias, passarão pelo processo até se tornarem mosquitos e estarem prontos para serem liberados. Conforme a Prefeitura de Joinville, a previsão é que a soltura dos primeiros mosquitos ocorra na segunda quinzena de agosto.
Qual o segredo do Wolbito?
Os mosquitos Wolbitos são infectados com a bactéria Wolbachia, que está presente em diversas espécies de insetos como moscas das frutas e abelhas. Ela é transmitida geração após geração por meio dos ovos e permanece nos insetos ao longo dos anos. Essa bactéria, no entanto, não oferece risco para seres humanos.
E é isso o que torna a bactéria essencial na redução de casos de dengue. Ao ser inserida em mosquitos, a Wolbachia impede que o vírus da dengue, por exemplo, se desenvolva completamente ao atingir os insetos. Dessa forma, eles não conseguem transmitir as doenças aos seres humanos.
Resultados do método no combate à dengue
O Método Wolbachia já está presente em mais de 20 cidades de 14 países e mostra uma redução drástica de casos. Em Niterói, no interior do Rio de Janeiro, houve redução de aproximadamente 70% dos casos de dengue, 60% de chikungunya e 40% de zika.









