A antiga civilização tolteca, que viveu no México antes do surgimento dos astecas, serve de inspiração para o livro do escritor gaúcho Rogério Amorim Sant’Anna, conhecido pelo pseudônimo Rô Sant’Anna. Nesta sexta-feira, às 18h30, ele lança em Tubarão a obra “A Queda de Tula”, primeiro volume da série “Mundo de Sombras”, durante evento no Café Cultura, no Farol Shopping.
Embora seja uma obra de ficção, o romance nasceu de décadas de pesquisa sobre a filosofia e a cultura tolteca. O autor conta que estuda esse povo desde a década de 1990 e chegou a conhecer descendentes que lhe apresentaram aspectos da tradição conhecida como nagualismo.
“Há anos busco traduzir em palavras aquilo que a maioria das pessoas sente, mas não consegue nomear – essa certeza de que existe uma camada da realidade além do que nos ensinaram a ver. Foi o encontro com a filosofia tolteca e o nagualismo que me deu o mapa. E foi o desejo de compartilhar esse mapa que me tornou escritor”, afirma.
Misturando romance histórico, literatura fantástica, ação, magia e mistério, “A Queda de Tula” acompanha a trajetória de Mahotecl, um lavrador tolteca que deixa a condição de oprimido para se tornar protagonista de um novo ciclo. Ao longo da narrativa, o autor aborda temas como corrupção do poder, tirania, liberdade individual e consciência.
“O livro utiliza o pano de fundo da mística tolteca para explorar temas universais, como a corrupção do poder, a tirania e a busca pela liberdade da consciência”, explica.
Convite
O lançamento em Tubarão surgiu por convite do irmão do escritor, o radialista Ronaldo Sant’Anna, bastante conhecido na cidade. Apesar de este ser o primeiro volume apresentado ao público catarinense, os três primeiros livros da série já foram lançados no Rio Grande do Sul. Os demais volumes também podem ser adquiridos pelo site do autor (www.rosantanna.com).
Além da série “Mundo de Sombras”, Rô Sant Anna já publicou os livros “Contos ligeiros e outros nem tanto”, lançado em Portugal em 2014, e “Tchydjo, o espírito e a esperança fulkaxó”, obra produzida durante a pandemia para arrecadar recursos em apoio a uma aldeia indígena da etnia Fulkaxó.
Fonte | DS





