Eles sentem a sua falta: estudo revela impactos emocionais da solidão em cães quando ficam sem a companhia dos tutores

O estudo também sugere que o vínculo entre humanos e cães desempenha papel importante nessa questão

Uma pesquisa recente conduzida por cientistas da Universidade Eötvös Loránd, na Hungria, trouxe novos indícios sobre como os cães reagem emocionalmente quando permanecem sozinhos em casa. O estudo, publicado na revista científica Applied Animal Behaviour Science, aponta que a separação dos tutores pode provocar diferentes níveis de estresse e ansiedade nos animais.

Os pesquisadores analisaram o comportamento de cães domésticos para compreender quais fatores influenciam a forma como eles lidam com a ausência dos donos. Os resultados indicam que características individuais, como traços de medo, insegurança e sensibilidade emocional, podem tornar alguns animais mais vulneráveis aos efeitos da solidão.

Entre os sinais mais comuns observados em cães que apresentam dificuldade em ficar sozinhos estão latidos excessivos, inquietação, destruição de objetos, tentativas de fuga e mudanças nos hábitos alimentares. Segundo os autores, esses comportamentos podem ser indicativos de sofrimento emocional e merecem atenção dos tutores.

O estudo também sugere que o vínculo entre humanos e cães desempenha papel importante nessa questão. Animais excessivamente dependentes da presença dos tutores tendem a demonstrar mais desconforto durante períodos de separação, especialmente quando não foram gradualmente acostumados a permanecer sozinhos.

De acordo com os pesquisadores, a ansiedade de separação continua sendo um dos problemas comportamentais mais frequentes entre cães de companhia. Por isso, especialistas recomendam estratégias que ajudem os animais a desenvolver maior autonomia, como enriquecimento ambiental, brinquedos interativos, atividades físicas regulares e a criação de uma rotina previsível.

Os autores destacam que compreender os fatores associados ao estresse causado pela ausência dos tutores pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dos cães e fortalecer a relação entre os animais e suas famílias. A pesquisa reforça ainda a importância de identificar precocemente sinais de desconforto emocional, permitindo intervenções adequadas quando necessário.

Os resultados foram publicados no artigo científico Exploring risk factors of separation-related problems in dogs, divulgado pela revista Applied Animal Behaviour Science, uma das principais publicações internacionais voltadas ao estudo do comportamento animal.

*Com informações do g1

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