Crianças aprendem a contar histórias com a técnica de “teatro de Lambe-lambe” no Balneário Rincão

Estudantes do segundo e terceiro ano da Escola José Reus, localizada na Lagoa dos Freitas, no município de Balneário Rincão, receberam durante três dias oficinas que ensinarão a técnica Teatro de Lambe-lambe

A atividade faz parte do projeto “Meu rincão minha história”, projeto contemplado com recurso da Lei Paulo Gustavo, via secretaria de Cultura, Esporte e Turismo do Município.

A produtora cultural Sandréia Heleodoro, explica que as crianças participaram de uma roda de contação de histórias com duas pessoas da comunidade da Lagoa dos Freitas. Depois, as crianças assistiram e participaram da oficina de “Teatro de Lambe-lambe”, com a artista e atriz Jô Fornari. “As crianças construíram a sua própria caixa de espetáculo lambe-lambe, tendo como base as histórias da comunidade que foram contadas”, descreve Sandreia.

Um desses alunos foi a Isabele da Silva, de 7 anos, que contou a história de irmãs. “É a história da Tiana, Larissa e Luna num dia de banho de banho na Lagoa”, diz a menina. Cada estudante montou o seu “mini teatro”, com a sua história e apresentando entre seus colegas de sala de aula, o que serviu de “ensaiou”, junto com a confecção de personagens, cenário e adereços.

O coordenador de turismo, esporte e cultura do Balneário Rincão, Fernando Casagrande, esteve na escola acompanhando as oficinas, e comentou a importância dos investimentos proporcionados pela Lei Paulo Gustavo. “Os recursos vêm sendo muito bem aplicados. Estamos contemplando os artistas locais de diversas categorias. Para nós vemos que o município ganha com isso, assim como as escolas, as pessoas, os artistas, então acho que deu grande valia”, analisou.

Para a proponente do projeto e professora da turma do segundo ano, Salete Mazuco, o resultado da oficina foi surpreendente. “No início achei que eles estavam meio perdidos. Mas logo depois da explicação, eles foram se conectando”, observou.

Conforme a professora, a empolgação foi tamanha, que mesmo antes de encerrar as caixas, as crianças já queriam apresentar. “O oficina tirou os alunos da rotina de sala de aula. Olhando assim pode passar a impressão que é uma bagunça. Mas não é! É uma construção coletiva, um trabalho muito bonito e espero que outros venham”, desejou.

O projeto atendeu 60 crianças diretamente, mas como a intenção é levar para a comunidade a expectativa é que atinja até 150 pessoas.

Reportagem: Antonio Rozeng

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