O consumo de álcool pela Geração Z passa por uma transformação silenciosa, porém profunda, especialmente em contextos culturais tradicionalmente associados ao excesso. Segundo análise publicada pelo Mundo do Marketing, jovens vêm ressignificando a forma de vivenciar o Carnaval, priorizando equilíbrio, presença e bem-estar sem abrir mão da experiência social.
O consumo de álcool pela Geração Z reflete uma tendência mais ampla observada no país. Dados do relatório “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025” indicam que 64% dos brasileiros afirmaram não ter ingerido bebidas alcoólicas em 2025, um movimento que ganhou força entre jovens de 18 a 24 anos nos últimos dois anos. Assim, o afastamento do álcool deixa de ser exceção e passa a integrar escolhas conscientes dessa geração.
Além disso, a pesquisa “Copo Meio Cheio” revelou que 62% dos entrevistados consideraram reduzir o consumo de bebidas alcoólicas no último ano. Entre os jovens da Geração Z, essa decisão aparece associada à busca por autocontrole, saúde mental e melhor aproveitamento das experiências sociais.
Consumo de álcool pela Geração Z no Carnaval
O consumo no Carnaval ilustra bem essa virada cultural. Embora a festa continue central no calendário afetivo dos jovens, ela se distancia da lógica do exagero. Dessa forma, o foco passa a ser a vivência coletiva, a música, o pertencimento e a continuidade da experiência ao longo dos dias de folia.
Portanto, o excesso cede espaço a escolhas mais conscientes, permitindo que a celebração aconteça sem comprometer o bem-estar físico e emocional. Esse comportamento reforça uma nova relação com o lazer, marcada por equilíbrio e intencionalidade.
O consumo de álcool pela Geração Z também revela uma mudança simbólica. A diversão deixa de ser medida pela intensidade do consumo e passa a ser avaliada pela qualidade da experiência. Assim, funcionalidade, significado e presença ganham protagonismo nas decisões individuais.
Impactos no mercado
O consumo de álcool pela Geração Z aponta, consequentemente, para ajustes no mercado e nas ativações culturais. Produtos, formatos e experiências tendem a se adaptar a um consumo mais contextual e moderado, alinhado às expectativas de uma geração que valoriza saúde, autenticidade e bem-estar.
Além disso, o consumo de álcool pela Geração Z consolida um novo paradigma cultural. A mudança não elimina a festa, mas redefine seus contornos, fortalecendo uma relação mais consciente com o prazer e com o próprio corpo.
Fonte | Boa Notícia Brasil – O Lado bom da notícia










