Na abertura oficial do ENSSOJA 2026, realizada em Foz do Iguaçu, o Líder de Negócios de Soja da Bayer no Brasil, Fabiano Oliveira, destacou o papel central do país no atendimento à crescente demanda global pela commodity. Segundo ele, o Brasil foi responsável por cerca de 60% do incremento da produção mundial, consolidando-se como principal exportador e referência em produtividade.
De acordo com o executivo, a soja já ocupa posição de destaque na pauta de exportações do agronegócio brasileiro e foi uma das grandes responsáveis pelo desenvolvimento econômico do país nas últimas duas décadas. Nesse período, a produção nacional cresceu mais de 100 milhões de toneladas, colocando o Brasil na liderança global.
Além do avanço econômico, Fabiano ressaltou os impactos sociais da expansão da cultura. “Toda a sociedade se beneficiou onde a soja chegou”, afirmou, ao relacionar o avanço da produção com melhorias em indicadores como educação, saneamento básico e qualidade de vida. Segundo ele, há uma forte correlação entre regiões produtoras e a evolução do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
O desempenho brasileiro também se destaca no campo. Na última safra, a produtividade média foi estimada entre 62 e 63 sacas por hectare, nível que, segundo o executivo, nenhum outro país atinge. Esse resultado ganha ainda mais relevância diante do fato de que grande parte das áreas cultivadas no Brasil é relativamente recente, com 5 a 15 anos de uso, enquanto países como Estados Unidos e Argentina possuem áreas com décadas de cultivo contínuo.
O segundo fator é a infraestrutura, que evoluiu significativamente nos últimos 20 anos e hoje contribui para a competitividade do país frente a outros mercados produtores.
O terceiro pilar é o investimento em tecnologia. O executivo destacou tanto o papel do setor público, com a atuação da Embrapa, quanto o avanço de empresas privadas nas áreas de biotecnologia e genética. Segundo ele, o Brasil demanda soluções próprias, voltadas a uma agricultura tropical em larga escala — característica única no mundo.
Por fim, Fabiano citou o ambiente institucional como diferencial. “O Brasil construiu, ao longo das últimas décadas, leis que garantem segurança jurídica para o investimento”, afirmou, mencionando a legislação de propriedade intelectual, biossegurança, além da atuação de agências regulatórias e entidades representativas, como a ABRASS (Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja).
Agrolink – Aline Merladete







