Blocos de Laguna vendem cigarros eletrônicos, o que é proibido

Além de nocivo à saúde, o cigarro eletrônico é um produto ilegal.

Apesar de ser proibida a comercialização, importação e propaganda de cigarros eletrônicos no Brasil, em Laguna é possível comprá-los nos blocos de Carnaval, nos eventos que são realizados num terreno público cedido pelo Porto Pesqueiro aos organizadores dessas festas. Na noite de domingo, por exemplo, era possível comprar o cigarro Ignite por R$ 180.

Uma leitora mandou nesta segunda-feira, para o Diário do Sul, fotos e vídeos comprovando a prática. Sob anonimato, ela contou que na entrada das festas os seguranças revistam e confiscam os cigarros eletrônicos, mas dentro dos blocos viu vários jovens fumando, o que lhe chamou atenção. Foi quando percebeu que os cigarros eletrônicos, conhecidos entre os jovens como pods ou vapes, eram vendidos nos guichês da própria festa.

“Vi fotos do Ignite (marca de um dos cigarros eletrônicos) nos guichês de caixa e no totem do Minha Entrada. Além disso, vendedores andavam no meio do público com uma maquininha onde também se podia comprar o Ignite por R$ 180”, disse.

Ela esteve neste domingo no bloco Babalaô, mas a prática tem acontecido em todos os eventos realizados no local. “Minhas amigas já tinham falado, mas eu não acreditei. Então, quando vi, fiquei tão indignada por nunca nenhum órgão ter fiscalizado essa situação que registrei para comprovar”, afirmou ao DS. A redação não conseguiu falar com os organizadores da festa.

A proibição foi determinada pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) número 46/2009 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não há, portanto, autorização no Brasil para quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, os chamados DEFs, independentemente de sua composição e finalidade.

Em julho de 2022, a Anvisa manteve a proibição da importação e a venda dos DEFs, ou vapes, no Brasil, mas a compra continua ocorrendo pela internet e em pontos de venda do comércio, incluindo camelôs, além de festas e boates.

O que são os cigarros eletrônicos e os riscos à saúde

Também chamado de vape, pod, e-cigarro, e-cig ou e-cigarette, o cigarro eletrônico funciona através de uma bateria que esquenta um líquido composto de água, aromatizante, nicotina, propilenoglicol e glicerina vegetal.

Com o aquecimento, o dispositivo produz uma fumaça branca e sem cheiro, ou com um cheiro que se dissipa rapidamente no ar. Durante o consumo desses produtos, são introduzidas, no organismo, milhares de substâncias tóxicas, incluindo a nicotina, que causa dependência.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), as substâncias liberadas são tóxicas e irritantes, podem provocar dermatite e enfisema pulmonar, além de câncer e problemas cardiovasculares. Nesse sentido, a diminuição do odor e a adição de sabores não diminuem os graves riscos que o cigarro eletrônico apresenta à saúde.

A popularização do vape é acompanhada de várias fake news. A primeira delas é a de que o eletrônico pode ajudar as pessoas a pararem de fumar, sendo que, na realidade, o contrário acontece: o dispositivo acabou virando uma porta de entrada para o tabagismo.

O Brasil se tornou uma referência mundial por adotar todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o combate ao tabagismo, que ainda hoje mata cerca de 430 pessoas por dia, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

No ano passado, cerca de 80 entidades médicas, entre elas a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), divulgaram uma nota alertando para problemas de saúde associados ao tabagismo.

Além de câncer e doenças respiratórias e cardiovasculares, as entidades destacam que os DEFs desencadearam o surgimento de nova doença chamada de Evali (sigla em inglês para lesão pulmonar associada ao uso de vapes e pods).

Apesar de a venda ser proibida, dados do Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis em Tempos de Pandemia (Covitel 2023) revelam que 4 milhões de pessoas já usaram cigarro eletrônico no Brasil. E, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso é maior entre adolescentes de 13 a 15 anos.

Fonte: Diário do Sul

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