Atividade econômica de SC cresce 3,5% em 2025

O indicador do Banco Central, considerado uma prévia do PIB, mostra que SC cresceu 40% a mais do que a média do país, que foi de 2,5%

“A diversificação produtiva do estado permitiu que alguns setores pudessem aproveitar conjunturas positivas específicas e equilibrar efeitos negativos, como o tarifaço e a elevada taxa de juros”, explica o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme.

O setor do comércio puxou o resultado, com crescimento de 5,9% em 2025, na comparação com o ano anterior. O desempenho reflete a sustentação do consumo das famílias graças ao crescimento real da renda, à desinflação de alimentos e a um mercado de trabalho altamente aquecido, segundo o economista-chefe da Federação, Pablo Bittencourt.

O segmento de supermercados e hipermercados avançou 7,4% no período, e o de equipamentos para escritório, informática e comunicações teve alta de 9,9%, movimento associado ao avanço da transformação digital e demanda por soluções de inteligência artificial.

O setor de serviços registrou aumento de 3,2%, e registrou impactos da demanda por soluções tecnológicas. O ramo de serviços de informação e comunicação cresceu 5,1% no estado. Os serviços prestados às famílias – que incluem restaurantes, academias e escolas – avançaram 2,9% em 2025. Já os serviços profissionais, administrativos e complementares, que avançaram 5,8%, foram beneficiados pelo ciclo da construção civil.

Esse mesmo ciclo da construção, e seu encadeamento produtivo, contribuíram positivamente para o desempenho da indústria, que cresceu 3,2% no ano passado, em relação a 2024. Na análise de Bittencourt, o crescimento da produção industrial, mesmo em um cenário mais adverso, foi sustentado também pela diversidade da indústria do estado e pela presença de segmentos menos sensíveis ao ciclo econômico.

O economista destaca, no entanto, que a despeito do resultado, o ambiente macroeconômico foi desafiador para Santa Catarina e mostra sinais de desaceleração. “A restrição ao crédito, motivada pela Selic a 15% ano, e as incertezas no comércio global impuseram limites ao crescimento, tanto de SC como do Brasil”, explicou.

Bittencourt salienta ainda que as exportações cresceram 4,4% em 2025 apesar do tarifaço dos Estados Unidos e de políticas chinesas que privilegiam o produto nacional e que resultaram em queda nas vendas para esses mercados. “A diversificação de mercados e o fortalecimento de destinos alternativos, aliada à expansão da economia da Argentina, colaboraram para um cenário de comércio exterior resiliente”, afirmou.

Fonte | Pedro Leal/OCP NEWS

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