Após incêndio, desafio é reerguer igreja destruída

Paróquia inicia tratativas para reconstruir espaço destruído pelo fogo, em Treze de Maio

A destruição da Igreja Matriz São José, em Treze de Maio, no domingo, representa uma perda que vai além da estrutura física. O espaço reúne parte da história do município, com lembranças de celebrações e momentos vividos por gerações de fiéis. Agora, a comunidade começa a se organizar para entender a dimensão dos prejuízos e os caminhos para reconstruir o templo.

O vigário-geral da Diocese de Tubarão e pároco da Paróquia São José, padre Lino Brunel, afirma que ainda é cedo para definir como será feita a recuperação. Segundo ele, as primeiras reuniões para discutir os próximos passos são realizadas hoje, após o atendimento inicial à comunidade e os compromissos do fim de semana e do feriado.

Antes de qualquer intervenção, a paróquia aguarda os resultados das perícias. A avaliação inicial, conforme o padre, é de que a estrutura restante também precisará ser demolida. “Ali está a história de Treze de Maio, tem muito afeto e carinho ali dentro, em cada detalhe”, afirma Brunel, ao destacar as pinturas artísticas e outros elementos que faziam parte da igreja.

Ainda no domingo, no dia do incêndio, as missas e os demais ritos foram realizados no salão de festas ao lado da igreja, que não foi atingido pelo fogo. É ali que as missas e celebrações serão realizadas a partir de agora.

Embora a Igreja Matriz tivesse seguro, o prejuízo não se limita à construção, afirma o pároco. O incêndio destruiu grande parte dos bancos, além de altares, móveis, vasos e imagens sacras. De acordo com o padre, dos cerca de 100 bancos existentes, apenas cinco foram salvos.

Próximos passos   

A igreja preservava partes da estrutura e do piso com aproximadamente 70 anos. Ao longo do tempo, o prédio passou por reformas, incluindo uma intervenção estrutural de maior porte há cerca de 20 anos e outros reparos e pinturas mais recentes.

O seguro poderá cobrir parte dos danos, mas a paróquia ainda precisa avaliar o que será necessário para recuperar o espaço e repor os objetos perdidos. Por isso, a mobilização para arrecadar recursos deverá ser organizada depois que houver uma definição mais clara sobre as necessidades.

Segundo Brunel, algumas pessoas já procuraram a igreja para oferecer ajuda. Neste primeiro momento, a paróquia está registrando as manifestações de apoio para organizar as contribuições. Campanhas maiores deverão ser planejadas posteriormente.

A partir de hoje, a secretaria paroquial será o canal de contato para quem quiser buscar informações ou se colocar à disposição para ajudar.

Fonte | Diário do Sul

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