Vacina contra HPV leva mortes por câncer de colo do útero a zero entre jovens na Inglaterra

A vacina contra HPV evitou centenas de mortes e levou a zero os registros entre jovens na Inglaterra. Entenda os números do estudo

A vacina contra HPV levou a zero as mortes por câncer de colo do útero entre mulheres de 20 a 24 anos na Inglaterra entre 2020 e 2024, segundo estudo publicado na revista científica The Lancet nesta quinta-feira (18/06). As jovens analisadas receberam a imunização aos 12 e 13 anos, dentro do programa nacional de vacinação.

Os pesquisadores calcularam que a estratégia evitou aproximadamente 200 mortes desde sua introdução em 2008. Sem a imunização, a estimativa indica que 23 mulheres dessa faixa etária teriam morrido no período analisado.

A pesquisa foi conduzida pelo Cancer Research UK e pela Queen Mary University of London (QMUL). O trabalho foi o primeiro a registrar redução de mortes associada à vacinação contra o papilomavírus humano.

Os resultados mostram um efeito que estudos anteriores ainda não haviam conseguido medir diretamente. Além de reduzir infecções e diagnósticos, a imunização passou a apresentar resultados mensuráveis na mortalidade por câncer de colo do útero.

Vacina contra HPV transforma prevenção em vidas preservadas

Pesquisas anteriores já haviam identificado queda nos casos da doença e nas lesões que antecedem o câncer. Desta vez, os cientistas analisaram o número de mulheres que deixaram de morrer após a implantação da vacinação.

Entre 2015 e 2019, a Inglaterra registrou uma redução de 80% nos óbitos entre mulheres de 20 a 24 anos. Entre 2020 e 2024, esse processo alcançou um novo patamar com a ausência completa de mortes nessa faixa etária.

Michelle Mitchell, diretora-geral do Cancer Research UK, afirmou que os dados mostram pela primeira vez que a imunização não apenas evita o desenvolvimento da doença, mas também preserva vidas em escala populacional.

Câncer de colo do útero tem ligação direta com o HPV

As cepas de alto risco do HPV respondem por praticamente todos os casos de câncer de colo do útero. O vírus se transmite principalmente por contato sexual e costuma permanecer sem sintomas durante longos períodos.

vacinação previne cerca de 90% das infecções responsáveis pelo desenvolvimento da doença, reduzindo a circulação dos tipos virais mais associados ao surgimento de tumores.

A Inglaterra iniciou a imunização de meninas em 2008 e ampliou o programa para meninos em 2019. As jovens que participaram da primeira etapa formam justamente o grupo que apresentou os resultados observados no novo estudo.

Geração vacinada registra zero mortes entre 20 e 24 anos

O levantamento identificou pela primeira vez uma faixa etária inteira sem registros de morte por câncer de colo do útero durante um período de cinco anos. Nenhuma mulher entre 20 e 24 anos morreu pela doença na Inglaterra entre 2020 e 2024.

resultado foi observado em uma geração que recebeu a vacina ainda na adolescência, antes da exposição ao vírus. A análise permitiu comparar os dados reais com as projeções para uma população não vacinada.

Os pesquisadores compararam os registros observados com as estimativas para uma população sem imunização. O estudo encontrou um resultado inédito: zero óbitos no período analisado entre mulheres de 20 a 24 anos.

Fonte | Monique Carvalho/Boa Notícia Brasil – O Lado Bom da Notícia

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