Brasil desenvolve stent de resina para baratear custo de tratamento cardíacos

O stent de resina desenvolvido na Unicamp é mais barato, melhora a recuperação dos pacientes e é absorvidos pelo corpo em 2 anos

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um stent biodegradável, de resina, feito em impressora 3D, que pode revolucionar os tratamentos cardíacos no futuro.

A tecnologia criada na Universidade Estadual de Campinas promete reduzir custos, melhorar a recuperação dos pacientes e evitar problemas causados pelos modelos metálicos tradicionais. Esses dispositivos bioabsorvíveis se dissolvem no organismo após a cicatrização e liberam óxido nítrico, evitando novos entupimentos e inflamações.

Os novos stents intracoronários desenvolvidos por cientistas do Instituto de Química da Unicamp  podem ser absorvidos pelo próprio organismo em até dois anos.

Inovação brasileira

A inovação representa um avanço importante na medicina cardiovascular brasileira.

Atualmente, muitos stents usados em tratamentos cardíacos são feitos de metal e permanecem no corpo permanentemente. Embora salvem vidas, esses dispositivos podem causar complicações em alguns casos por causa da rigidez e da presença contínua no organismo.

Os pesquisadores brasileiros buscam justamente resolver esse problema.

Resultados animadores

Além de serem biodegradáveis, os novos stents também foram projetados para liberar óxido nítrico, substância que ajuda na regeneração celular e melhora a recuperação dos vasos sanguíneos.

A tecnologia ainda está em fase inicial de pesquisa, mas os resultados já são considerados bastante promissores pelos cientistas.

Outro ponto importante é o custo.

Bem mais barato

Hoje, tratamentos com stents podem variar entre R$ 1.200 e R$ 10 mil, dependendo do modelo utilizado. A expectativa é que a nova tecnologia brasileira ajude a reduzir esses valores no futuro e facilite o acesso de mais pacientes aos procedimentos cardíacos.

Nas redes sociais, muita gente comemorou o avanço científico nacional.

“Orgulho da ciência brasileira”, comentou uma internauta. Outro seguidor escreveu: “Isso pode salvar muitas vidas”.

Tecnologia 3D

O uso da impressão 3D na medicina vem crescendo no mundo inteiro porque permite criar dispositivos personalizados, mais eficientes e potencialmente mais acessíveis.

Antes de chegarem aos hospitais, porém, os novos stents vão ter que passar por testes clínicos rigorosos para comprovar segurança e eficácia em pacientes.

Mesmo assim, o desenvolvimento já é visto como um passo importante para o futuro da cardiologia e mostra como a ciência brasileira segue produzindo soluções inovadoras capazes de melhorar a vida de milhares de pessoas.

Fonte | Só Notícia Boa

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