SC pode ter “Super El Niño” com risco maior de enchentes e temporais, dizem Epagri e Defesa Civil

O fenômeno também eleva a probabilidade de tempestades severas com vendaval e granizo

Santa Catarina pode voltar a sentir os efeitos do El Niño no segundo semestre de 2026. Em nota climática divulgada pela Epagri/Ciram e pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, os órgãos alertam para a possibilidade de início do fenômeno nos próximos meses, com impacto direto sobre o clima no Estado. A preocupação é com o aumento do risco de enxurradas, inundações, deslizamentos e tempestades.

Segundo a Epagri e a Defesa Civil, a atualização mais recente do Climate Prediction Center (CPC/NOAA) indica 80% de probabilidade de o fenômeno começar entre julho e agosto e seguir ao longo da primavera e do verão. Já o boletim técnico da NOAA informa que o El Niño é “provável” entre maio e julho, com 61% de chance, e aponta ainda 25% de probabilidade de um episódio muito intenso.

De acordo com a nota, mesmo sem definição sobre a intensidade e a duração do fenômeno, o cenário já exige atenção. Isso porque o El Niño costuma aumentar a chuva no Sul do Brasil, justamente em uma época do ano que já é naturalmente chuvosa em Santa Catarina. Além disso, o fenômeno também eleva a probabilidade de tempestades severas com vendaval e granizo.

Os órgãos estaduais lembram que episódios anteriores de El Niño trouxeram impactos importantes ao Estado, como em 1982/83, 1997/98, 2015/16 e 2023/24. No evento mais recente, houve inundações em diversas regiões catarinenses, com destaque para o Vale do Itajaí, uma das áreas historicamente mais vulneráveis.

Alerta também foi feito nas redes sociais da Defesa Civil

Diante da previsão, a Defesa Civil e a Epagri/Ciram dizem que já estão reforçando ações de prevenção. Entre as medidas estão o monitoramento intensificado, reuniões mensais do Fórum Climático Catarinense, a preparação do II Workshop El Niño em Florianópolis e o uso das conclusões no planejamento da Operação Primavera 2026, que vai mobilizar os 295 municípios catarinenses. 

A orientação é que a população acompanhe os boletins meteorológicos oficiais e evite se basear em informações não verificadas. A própria nota ressalta que eventos extremos não dependem só do El Niño, mas da combinação de vários fenômenos climáticos. Ainda assim, o cenário já é tratado como sinal de alerta no Estado.

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