A prorrogação antecipada da concessão da Ferrovia Tereza Cristina (FTC) foi pauta da reunião da Câmara de Transporte e Logística da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), realizada na última terça-feira (7), na sede da entidade, em Florianópolis.
O encontro reuniu autoridades catarinenses, representantes da federação e lideranças empresariais do setor produtivo, e teve como representantes da ferrovia o diretor Benony Schmitz Filho, acompanhado pelos gerentes Abel Passagnolo Sergio, Celso Schurhoff e Luis Mario Novochadlo.
Na ocasião, Benony Schmitz Filho percorreu a trajetória da empresa desde o início da concessão, em 1997, destacando as realizações operacionais e os investimentos acumulados ao longo de quase três décadas.
Nesse período, a FTC aplicou R$ 88,7 milhões em segurança, modernização da malha ferroviária e eficiência operacional, transportou mais de 78,1 milhões de toneladas de carvão mineral e consolidou-se como o principal corredor logístico do Sul catarinense.
Desde o início da concessão, a concessionária recolheu R$ 387,4 milhões ao Tesouro Nacional, em valores referentes a outorgas, arrendamentos e tributos.
A apresentação também projetou o futuro, com a proposta de prorrogação, por mais 30 anos, que prevê cerca de R$ 131 milhões em investimentos nominais, dos quais R$ 45 milhões destinados à manutenção e melhorias na via, R$ 56 milhões à modernização do material rodante, como locomotivas e vagões, e R$ 30 milhões a soluções de conflitos urbanos ao longo dos 14 municípios atendidos pela malha.
O contexto é de urgência regulatória: o prazo atual da concessão termina em janeiro de 2027 e a proposta em análise prevê a prorrogação por mais 30 anos.
A prorrogação antecipada está em processo de participação social conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com contribuições recebidas até 22 de abril pela plataforma ParticipANTT.
A reunião na Fiesc integra a agenda de mobilização institucional da FTC em torno do processo de renovação contratual, que inclui rodadas de audiências públicas, consulta à sociedade e articulação com o setor produtivo e o poder público.
A concessionária reforça que a continuidade da operação ferroviária é condição indispensável para a segurança energética, a competitividade logística e o desenvolvimento sustentável do Sul de Santa Catarina.
Sobre a Ferrovia Tereza Cristina
A FTC é concessionária da malha ferroviária no Sul de Santa Catarina desde 1997.
Opera 164 quilômetros de trilhos conectando a região carbonífera ao Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo, e ao Porto de Imbituba, formando um corredor logístico estratégico para o escoamento do carvão mineral e de cargas conteinerizadas no estado.
Fonte | Sul Agora










