Praia do Siriú fica imprópria para banho pela terceira vez em mais de 10 anos

O instituto recomenda que banhistas consultem os relatórios atualizados antes de entrar no mar

A Praia do Siriú, em Garopaba, entrou na lista de pontos impróprios para banho após a análise mais recente do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina. As amostras coletadas entre 9 e 13 de fevereiro indicaram resultado negativo no único ponto monitorado no local.

Conhecida pelas grandes dunas, pela lagoa e pelas piscinas naturais, a Praia do Siriú atrai moradores e turistas durante todo o ano. Além disso, o mar costuma oferecer boas condições para o surfe. Em períodos de chuva, a água se acumula sobre a areia e forma cenários que lembram, em menor escala, os Lençóis Maranhenses.

No entanto, o histórico recente mostra que a praia raramente enfrenta restrições.

Histórico de águas limpas

Esta é apenas a terceira vez em mais de dez anos que o Siriú recebe classificação negativa. A última ocorrência havia sido em 24 de junho de 2025. Antes disso, em 29 de novembro de 2022, o IMA interrompeu uma sequência de sete anos seguidos com águas próprias para banho. Já o registro anterior ocorreu em 27 de maio de 2015.

Atualmente, Garopaba conta com cinco pontos de coleta. Na avaliação mais recente, o IMA considerou três próprios e dois impróprios. Além do Siriú, um trecho da Praia de Garopaba, na rua Lauro Severiano Muller, também apresentou resultado acima do limite permitido.

Imagem do Site oficial do IMA.

Cenário em Santa Catarina

Apesar da piora pontual no município, o cenário estadual melhorou. Dos 260 pontos monitorados em Santa Catarina, 176 apresentam condições adequadas para banho, o que representa 67,69% do total.

Na semana anterior, o relatório indicava 170 pontos próprios, equivalente a 65,38%. Portanto, o Estado registrou aumento de seis pontos adequados na comparação semanal.

Por outro lado, Florianópolis apresentou leve recuo. Atualmente, 61 dos 88 pontos monitorados na Capital estão próprios para banho, índice de 69,32%. Na semana passada, eram 63 pontos, ou 71,59%.

Como funciona a classificação

O IMA define a balneabilidade com base na presença da bactéria Escherichia coli. Conforme as normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente, a água se mantém própria quando pelo menos 80% das amostras das últimas cinco semanas registram até 800 unidades da bactéria por 100 mililitros.

Por outro lado, o órgão classifica o ponto como impróprio quando mais de 20% das amostras ultrapassam esse limite ou quando a análise mais recente aponta índice superior a 2 mil unidades por 100 mililitros. Nesses casos, o risco de dermatites, conjuntivite e infecções gastrointestinais aumenta.

Diante disso, o instituto recomenda que banhistas consultem os relatórios atualizados antes de entrar no mar, especialmente após períodos de chuva, quando a qualidade da água pode variar.

Fonte | Portal A Hora

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