Com salário mínimo maior e cesta mais barata, Florianópolis registra queda de 0,30% no custo dos alimentos em um ano

Cidade está entre as capitais que apresentaram redução na cesta básica em 12 meses, segundo levantamento do DIEESE e da Conab

O custo da cesta básica em Florianópolis foi de R$ 806,33 em janeiro de 2026, uma redução de 0,30% em relação a janeiro de 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A combinação entre a redução dos preços dos alimentos e a Política de Valorização do Salário Mínimo, que visa assegurar ganhos reais ao trabalhador, resultou em maior poder de compra para os catarinenses, que passaram a comprometer uma parcela menor da renda com alimentação.

ACUMULADO – Em Florianópolis, no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em sete dos 13 produtos que compõem a cesta básica, com destaque para o feijão preto (-47,14%), arroz agulhinha (-36,54%) e açúcar refinado (-14,61%). Também tiveram redução de preço o leite integral (-11,58%), farinha de trigo (-10,73%), manteiga (-8,70%) e o óleo de soja (-5,63%). O café em pó (29,35%), tomate (15,27%), banana (14,46%), pão francês (6,28%), batata (4,07%) e carne bovina de primeira (1,92%) registraram elevação.

OITO DE 12 – Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, foram registradas quedas no preço médio de nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica: arroz agulhinha (-4,56%), leite integral (-4,24%), feijão preto (-3,42%), óleo de soja (-2,40%), manteiga (-2,11%), café em pó (-1,90%), açúcar refinado (-1,62%), batata (-1,58%) e carne bovina de primeira (-1,22%). O valor médio da dúzia da banana ficou estável. Os outros três itens apresentaram elevação de preço: tomate (31,76%), pão francês (0,65%) e farinha de trigo (0,23%).

MAIS COM MENOS – Com a redução no custo da cesta e o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621,00, o trabalhador de Florianópolis precisou trabalhar 109 horas e 26 minutos para adquirir os alimentos básicos em janeiro de 2026. O tempo é inferior ao registrado em dezembro de 2025 (116 horas e 8 minutos) e significativamente menor do que em janeiro de 2025, quando eram necessárias 117 horas e 13 minutos de trabalho.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta básica caiu para 53,78% em janeiro de 2026, frente a 57,07% em dezembro de 2025 e 57,60% em janeiro de 2025. O resultado indica que o trabalhador catarinense passou a comprar mais alimentos básicos gastando uma parcela menor do salário.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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