No Batuque do Bem, a música vira ponto de virada na vida de crianças e adolescentes de Tubarão. Meninos e meninas entre 10 e 17 anos chegam curiosos, tímidos, muitas vezes inseguros, e aos poucos se transformam em protagonistas da própria história.
A experiência começa com algo simples: criar o próprio instrumento usando materiais recicláveis. Nesse processo, eles aprendem a respeitar o meio ambiente, a cuidar do que constroem e a entender que são capazes de transformar o que antes era descartado em som, ritmo e expressão. Isso mexe direto com a autoestima.
As oficinas acontecem gratuitamente na Escola Arino Bressan, que homenageia o artista plástico Ivan Cruz, e na Escola Senador Benjamin Gallotti, que presta tributo ao artista tubaronense Willy Zumblick. Além da música, os estudantes também exploram atividades de artes visuais com pinturas nos instrumentos, conhecendo a trajetória e a obra dos artistas homenageados.
De acordo com a coordenadora do projeto, Silvana Zardo, os trabalhos vão muito além da música. “No dia a dia, os alunos desenvolvem concentração, disciplina e criatividade, mas principalmente aprendem a conviver. O ritmo só funciona quando todo mundo toca junto. E é ali que nasce o senso de coletividade, responsabilidade e cooperação”, enfatiza.
Para o educador social, Miro Victalvino, a maior transformação acontece na troca onde os alunos ensinam uns aos outros, dividem tarefas, se apoiam e aprendem a respeitar o tempo e o espaço do colega. “Eles aprendem a tocar, a construir o instrumento e a cuidar do que produziram. Isso gera pertencimento, valorização e amplia a visão de mundo”, afirma.
O projeto Batuque do Bem é subsidiado pelo Programa de Incentivo à Cultura-PIC, cujo aporte é por Lei de Incentivo com relação ao ICMS e tem como parceiros GAM, Urbano Alimentos, Celesc e Fundação Catarinense de Cultura.
Diário do Sul










