Procon identifica variação de até 1000% em materiais escolares

Pesquisa de preço foi realizada em diversos estabelecimentos de Tubarão

Com a proximidade do início do ano letivo, o Procon de Tubarão divulgou a pesquisa comparativa de preços de material escolar de 2026, realizada com o objetivo de auxiliar pais e responsáveis na economia na hora de adquirir os itens escolares.

O levantamento foi realizado em diversos estabelecimentos do município, incluindo papelarias e grandes lojas do comércio local, e analisou preços de cadernos, materiais para atividades escolares e itens de uso pessoal, evidenciando variações significativas entre os pontos de venda.

De acordo com a pesquisa, produtos básicos como cadernos, lápis, borrachas, canetas e pastas apresentam diferenças expressivas de preço, o que reforça a importância da pesquisa prévia antes da compra.

“Em alguns casos, a variação pode representar uma economia considerável no orçamento familiar, especialmente para quem precisa adquirir listas completas de material escolar”, pontua o órgão.

Entre os exemplos observados estão cadernos do tipo brochurão, que variam conforme marca, número de folhas e estabelecimento, além de itens como resma de papel A4, lápis de cor, massa para modelar, cola e canetas hidrográficas, cujos preços podem ser até várias vezes maiores de um local para outro.

Os dados demonstram que, em alguns itens simples, a diferença percentual pode ultrapassar 1.000%. A pesquisa completa está disponível na galeria abaixo.

Defesa do consumidor

Além da orientação para pesquisa de preços, o Procon de Tubarão alerta os pais e responsáveis sobre materiais que não podem ser exigidos pelas instituições de ensino, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

“As escolas não podem solicitar materiais de uso coletivo ou administrativo (como papel higiênico, copos descartáveis, produtos de limpeza e materiais de escritório); itens destinados à manutenção da escola; marcas específicas, salvo quando houver justificativa pedagógica devidamente fundamentada. Essas práticas são consideradas abusivas e podem ser questionadas junto ao Procon”, explica o órgão.

Pauta | Sul Agora

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