A repercussão dos chamados “preços salgados” praticados nas praias de Florianópolis durante a temporada de verão ganhou um novo capítulo nos primeiros dias de 2026. Após vídeos viralizarem nas redes sociais mostrando valores cobrados por alimentos na orla, o prefeito da Capital, Topázio Neto, se manifestou sobre o tema e explicou quais são os limites legais da atuação do município.
De acordo com o prefeito, a Prefeitura de Florianópolis não possui respaldo legal para controlar ou tabelar os preços praticados pelos quiosques e estabelecimentos privados nas praias. Como alternativa, a gestão municipal optou por incluir no edital de licitação dos quiosques uma regra obrigatória: a oferta do Prato Manezinho, uma refeição completa com preço fixo de R$ 40. Segundo o gestor, todos os permissionários que assumiram os pontos aceitaram previamente essa condição.
Vídeo viral reacende debate sobre preços na orla
O assunto voltou ao centro das discussões após a publicação, no dia 1º de janeiro de 2026, de um vídeo gravado principalmente na Praia Brava. Nas imagens, um turista registra cardápios e placas de preços na orla, chamando atenção para valores elevados de alimentos. Um dos exemplos que mais repercutiu foi o preço de um pastel, anunciado por R$ 40.
No vídeo, o autor relata que o custo para uma família passar o dia na praia, considerando alimentação, bebidas e outros gastos, pode chegar a cerca de R$ 400. Como alternativa, ele afirma que passou a levar de casa itens como cadeiras, guarda-sol, bebidas e lanches, reduzindo os gastos durante o passeio. Em tom irônico, o turista também mostra que gastou R$ 200 apenas com pastéis, destacando a diferença entre consumir na praia e levar alimentos de casa.
Prato Manezinho é alternativa com preço fixo
Paralelamente à repercussão do vídeo, Florianópolis manteve a exigência do Prato Manezinho como item obrigatório nos quiosques que servem refeições na orla. A medida, retomada nesta temporada, estabelece o valor fixo de R$ 40 para uma refeição completa.
O prato deve conter 300 gramas de frutos do mar, arroz, batata frita, salada e bebida inclusa, podendo ser água ou refrigerante. Apesar da padronização dos itens obrigatórios, cada quiosque tem liberdade para adaptar o preparo conforme sua proposta gastronômica.
De acordo com a apuração do portal Agora Floripa, todos os permissionários que participaram da licitação assumiram formalmente o compromisso de ofertar o Prato Manezinho no cardápio. A fiscalização segue ativa ao longo de toda a temporada de verão.
Fiscalização e penalidades seguem em vigor
Na temporada passada, denúncias sobre o descumprimento da regra resultaram em operações de fiscalização em praias como Barra da Lagoa e Jurerê. Na ocasião, 16 quiosques foram vistoriados e cinco acabaram autuados por não ofertarem o prato obrigatório.
As penalidades previstas incluem multas proporcionais ao faturamento e, em casos mais graves ou de reincidência, até a perda da concessão do ponto comercial.
Melhorias na estrutura dos quiosques
Além da manutenção do Prato Manezinho, Florianópolis também avança na padronização e melhoria da estrutura da orla. Estão previstos 13 novos quiosques padronizados, inicialmente em fase de teste em Jurerê, com melhorias como comunicação visual aprimorada, acesso à água e esgoto e mais espaço para armazenamento de equipamentos.
O portal Agora Floripa segue apurando os desdobramentos da repercussão dos preços nas praias, bem como as ações de fiscalização e organização da orla durante a temporada de verão em Florianópolis.





















