No geral, o afogamento ocorre pela asfixia decorrente da aspiração de líquido, que obstruem as vias aéreas, como traqueia e pulmões, dificultando as trocas gasosas e levando à falta de oxigênio no sangue.
Além do óbito, em casos de afogamentos há ainda um alto risco de sequelas neurológicas graves como diminuição da coordenação motora, convulsões, tetraplegia e até mesmo morte cerebral.
“É rápido e silencioso. Em apenas dois minutos submersa a criança perde a consciência, e, após quatro minutos, podem ocorrer danos irreversíveis ao cérebro”, explica a coordenadora do São Luiz Osasco.
A unidade, que pertence à Rede D’Or, conta a maior e mais completa estrutura hospitalar da cidade e uma linha de cuidado pediátrico de referência, com corpo clínico especializado, equipe multidisciplinar, exames de alta complexidade e UTI pediátrica. “Temos protocolos e processos bem estabelecidos, que proporcionam rapidez e segurança no atendimento de urgências”, acrescenta Dra. Fabíola.
A médica alerta que afogamentos e outros acidentes domésticos são evitáveis e a prevenção é sempre o melhor caminho. “Essas situações podem acontecer em um breve momento em que a criança encontra-se sem supervisão. Com o verão chegando, o risco aumenta, e, portanto, as dicas de prevenção devem ser fortalecidas”, enfatiza.
Confira algumas dicas:
– Nunca deixe crianças sozinhas, principalmente dentro ou próximas da água;
– Use colete salva-vidas, equipamento mais seguro para evitar afogamentos;
– Ensine as crianças a não correr, empurrar, pular em outras crianças, ou qualquer outra atitude que possa trazer riscos em piscinas, lagos, rios ou mar;
– Evite deixar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água;
– Instale barreiras que controlem o acesso à água, como cercas, portões, cadeados, capas e alarmes.
– Mantenha vazios, virados para baixo e fora do alcance das crianças qualquer recipiente que possa acumular água, como baldes, bacias, banheiras e piscinas infantis;
– Deixe portas de banheiros e lavanderias fechadas ou trancadas;
– Mantenha a tampa do vaso sanitário abaixada e, se possível, lacrada com um dispositivo de segurança;
– Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos sempre trancados.
Em caso de acidentes acione imediatamente um serviço de emergência como SAMU (192), ou Corpo de Bombeiros (193).