Policiais rodoviários de SC recebem capacitação sobre combate à pirataria

Conforme o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), o Brasil tem prejuízo de cerca de R$ 441 bilhões por ano devido à pirataria e à ilegalidade. Os setores que mais sofrem com este crime são, por exemplo, os de fabricação de vestuário, cigarros, bebidas, perfumes, eletrônicos, entre outros.

Agentes da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) de Santa Catarina participaram de uma capacitação sobre o mercado ilegal e pirataria. O objetivo é qualificar a abordagem dos policiais durante operações de fiscalização para que os agentes identifiquem com maior facilidade a circulação de produtos piratas e ilegais. Cerca de 50 policiais estiveram na formação.

“Nosso intuito com este evento é capacitar o policial para que durante a abordagem a um veículo de carga, por exemplo, ele identifique uma mercadoria pirata. Praticamente todo este mercado ilegal utiliza transporte rodoviário, então a PMRv será uma parceira importante na defesa da legalidade e da concorrência leal”, afirmou o presidente do Conselho Estadual de Combate à Pirataria (Cecop/SC), Jair Antônio Schmitt.

O agentes da PMRv assistiram à apresentação durante congresso técnico da PMRv. O tema da pirataria foi abordado pelos palestrantes Edson Vismona, presidente do FNCP, e Eduardo da Rocha Linhares, advogado especializado em propriedade intelectual. Ambos alertaram para a crescente sofisticação e ousadia dos criminosos em avançar para novos setores e desafiar o poder público.

Prejuízos na economia, segurança e saúde

Segundo os palestrantes, a pirataria gera uma série de prejuízos para a economia, para a segurança pública bem como para a saúde. Entre eles estão o não recolhimento de tributos ao poder público, a concorrência desleal com empresas idôneas, a geração de recursos para organizações criminosas, bem como os danos à saúde dos consumidores.

O evento foi realizado em uma iniciativa do Conselho Estadual de Combate à Pirataria (Cecop/SC). O Conselho é formado por órgãos do Governo do Estado, como as secretarias de Indústria, Comércio e Servilo, da Fazenda, da Segurança Pública e da Educação, além de entidades empresariais como Fiesc, Facisc, Fecomércio/SC e FCDL/SC.

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