Setor turístico da região sente impactos da enchente no RS

Alternativas já estão em discussão para minimizar prejuízos locais após a tragédia

O turismo da região começa a sentir os impactos provocados pelas enchentes do Rio Grande do Sul. Como grande parte dos turistas que visitam as nossas praias e águas termais são gaúchos, a tragédia que provocou mais de 150 mortes no estado vizinho também deixará prejuízos na Amurel.

Hotéis e pousadas já estão recebendo ligações de gaúchos que desejam cancelar ou adiar a estadia por aqui. “Quase 60% dos turistas que visitam a região são do Rio Grande do Sul. Em Gravatal, por exemplo, eles movimentam a economia, não só dos hotéis, mas de todo o comércio local. Mais da metade desses visitantes já ligaram desistindo da viagem, pedindo reembolso ou remarcando o passeio. Tem empresário que ainda não sabe como vai fazer para lidar com esse prejuízo”, explica o jornalista Iberê Aguiar Jaques, assessor de Turismo e Cultura da Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel).

Ontem, Iberê confirmou que esteve com o deputado Estêner Soratto, que se mostrou preocupado com a situação. Ele se prontificou a marcar uma reunião na próxima semana com todos os secretários municipais de turismo da Amurel e o secretário de Estado do Turismo, Evandro Neiva.

“Estamos solidários com a situação no RS, mas precisamos nos precaver com a economia local. São gastos com funcionários, manutenção e com o comércio. É uma situação delicada e que merece a atenção da sociedade e também dos políticos”, ressalta Pedro Agostinelli, diretor-geral do Hotel Internacional de Gravatal.

Momento de união  

Thiago Deodato Pereira, do Colegiado de Gestores de Turismo e Cultura da Amurel e secretário de Turismo de Gravatal, explica que o momento é de união entre a classe. “Nossa ideia agora é sentar com representantes do Estado e do governo federal para buscar formas de minimizar aqui os impactos gerados pela enchente lá no RS. Uma ideia seria aumentar a divulgação dos nossos bens turísticos em outros estados, como Paraná e São Paulo, por exemplo. A proximidade das férias de junho/julho pode ajudar nesse sentido”, diz Thiago.

Demanda local

Outra forma de seguir movimentando o turismo é aproveitar a demanda local, explica Pedro. “Nosso hotel já está planejando o Mês do Catarinense, com promoção para atrair turistas do próprio estado para conhecer e visitar a região. Além disso, o governo de Santa Catarina poderia criar um projeto de incentivo ao turismo nesse momento, algo como foi feito pelo governo federal com o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), no período da pandemia. O que não podemos é deixar o tempo passar e ficar esperando que a região tenha o mesmo movimento que antes da enchente no RS”, pontua Pedro.

Fonte: DS

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