Em Florianópolis, conseguir uma vaga de emprego pode representar muito mais do que a possibilidade de ter uma renda no fim do mês. Para pessoas em situação de rua que estão acolhidas na Passarela da Cidadania, o trabalho também pode ser um dos passos para reorganizar a vida, deixar o acolhimento e conquistar uma moradia própria.
Somente em 2026, 213 pessoas em situação de rua acolhidas na Passarela da Cidadania, na Passarela Nego Quirido, foram encaminhadas para oportunidades de trabalho por meio da Central de Trabalho e Oportunidades.
A iniciativa funciona como uma ponte entre quem busca uma nova oportunidade e empresas que possuem vagas disponíveis. Atualmente, 29 empresas parceiras participam da ação.
O objetivo é facilitar o acesso ao mercado de trabalho e ampliar as possibilidades de geração de renda para pessoas que estão em processo de reconstrução da própria vida.
Trabalho pode abrir caminho para a moradia
A conquista de uma renda regular pode fazer diferença em uma etapa importante: a saída dos serviços de acolhimento.
De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social, 21 pessoas já deixaram os serviços de acolhimento neste ano e passaram a morar por conta própria.
A renda obtida com o trabalho pode ajudar, por exemplo, no pagamento do aluguel e de outras despesas necessárias para manter uma residência.
O processo, porém, não acontece de uma hora para outra. A saída do acolhimento é acompanhada pelas equipes da assistência social, respeitando as necessidades e as condições de cada pessoa.
Apoio continua mesmo depois da saída
Deixar um serviço de acolhimento não significa ficar sem atendimento da rede de assistência.
Durante o período de adaptação, quem passou a morar por conta própria ainda pode utilizar determinados serviços oferecidos nos abrigos, como alimentação e lavanderia.
Esse suporte pode ser importante principalmente nos primeiros meses, quando a pessoa ainda está organizando as despesas, estruturando a nova residência e tentando manter a estabilidade financeira conquistada.
O acompanhamento também pode continuar por meio de equipes multiprofissionais. Assistentes sociais e psicólogos podem orientar os usuários durante essa fase e, quando necessário, encaminhar ou articular atendimentos com outros serviços públicos.
Entre eles estão os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).
Passarela da Cidadania como ponto de apoio
Localizada na Passarela Nego Quirido, a Passarela da Cidadania atende pessoas em situação de rua e reúne diferentes serviços de apoio.
Dentro desse processo, a busca por trabalho aparece como uma das ferramentas utilizadas para ampliar a autonomia dos acolhidos.
A Central de Trabalho e Oportunidades concentra essa frente, aproximando os usuários das vagas disponibilizadas pelas empresas parceiras.
Os números de 2026 mostram a dimensão dessa movimentação: 213 pessoas encaminhadas para oportunidades de trabalho e 21 pessoas que já deixaram os serviços de acolhimento para morar por conta própria.
O processo envolve trabalho, renda, acompanhamento profissional e acesso aos serviços da rede. A proposta é que o período de acolhimento funcione como uma etapa de proteção e reorganização, enquanto cada pessoa avança, dentro de suas possibilidades, para uma vida com maior autonomia.
Em Florianópolis, a busca por uma vaga de emprego, nesse contexto, também pode representar o início de uma mudança concreta: ter renda, organizar as contas e dar os primeiros passos para construir novamente um lugar para chamar de casa.
Fonte | Agora Floripa



